Um magnata russo do setor do petróleo, milionário e ex-espião russo, com ligações ao círculo próximo de Putin, morreu em circunstâncias que estão a ser investigadas, nos arredores de Moscovo.
O oligarca Viatcheslav Rovneiko, de 59 anos, foi “encontrado inconsciente” na quarta-feira à noite, em casa, numa comunidade residencial fechada. Segundo noticia o jornal russo Moskovsky Komsomolets, os médicos ainda terão feito esforços de reanimação, sem sucesso.
As circunstâncias da morte estão envoltas em mistério, mas já foi aberta uma investigação. A comunicação social russa reporta que “não foram encontrados sinais de violência ou lesões no corpo”.
Rovneiko terá sido espião da KGB na Guerra Fria, e é apontado como amigo de Sergei Naryshkin, com quem trabalhou na agência de espionagem na Bélgica. Naryshkin é próximo de Putin e atualmente lidera a SVR, a agência de serviços secretos estrangeiros da Rússia.
Rovneiko era também próximo do bilionário russo Gennady Timchenko, um dos oligarcas mais leais de Putin.
Foi um dos fundadores da Urals Energy, uma das grandes empresas de comércio de petróleo russo. Poucos lhe conhecem o rosto, já que gostava de manter a máxima privacidade.
O caso da morte de Rovneiko é mais um de muitos que envolvem empresários e oligarcas russos que morrem em circunstâncias sem aparente explicação, desde que começou a guerra na Ucrânia.
Na semana passada, uma oficial da Defesa da Rússia foi encontrada morta depois de cair da varanda de um arranha-céus. Em dezembro, foi Pavel Antonov, o mais rico deputado do parlamento russo que morreu na Índia, após uma queda de uma janela do hotel onde estava hospedado. O colega de viagem de Antonov, Vladimir Bidenov, também oligarca, foi encontrado morto no mesmo hotel quatro dias antes.
Na mesma altura, Aleksey Maslov, antigo responsável pelas Forças Armadas Russas no terreno morreu no hospital, enquanto Aleksandr Buzakov, dono dos estaleiros responsáveis por fornecer o exército russos, também foi encontrado morto, com um tiro, em Moscovo.














