Esta terça-feira assinalam-se os 74 anos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato) e a festa é feita com um novo ‘convidado’ a soprar as velas: hoje a Finlândia torna-se oficialmente um “membro em plenas funções” da Nato.
O anúncio oficial foi feito esta segunda-feira o líder da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.
“A partir de amanhã [hoje], a Finlândia torna-se membro da Nato”, afirmou o responsável em conferência de imprensa. “São tempos históricos. Amanhã vamos hastear a bandeira da Finlândia n sede da Nato, em Bruxelas. Este momento histórico vai reforçar a segurança, tanto da Aliança, como da Finlândia”, disse Stoltenberg.
Desta forma, a partir de hoje, a Finlândia passará a ser “membro em planas funções” da Nato, tornando-se o 31º país a juntar-se à Aliança, depois de a Turquia ter sido o último membro da dar a ‘luz verde’ à candidatura finlandesa.
Esta terça-feira vai por isso decorrer uma cerimónia de hastear da bandeira finlandesa na sede da Nato, em Bruxelas. “É um grande dia para a Aliança”, afirmou Stoltenberg.
O Presidente da Finlândia, Sauli Niinistoö vai viajar para Bruxelas, capital da Bélgica, para assistir à cerimónia de assinatura do documento de adesão. A formalização da adesão do país nórdico vai decorrer antes da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos estados-membros da NATO.
Recorde-se que o processo de adesão foi concluído com a ratificação oficial dada pelo parlamento turco, na semana passada, à candidatura finlandesa. Era o último aval que faltava de entre os membros da Nato.
A Finlândia e a Suécia apresentaram uma candidatura conjunta à Nato, após a invasão da Rússia à Ucrânia. Os dois países nórdicos puseram assim fim a uma posição história de neutralidade e procuraram juntar-se à Aliança Atlântica.
A Turquia e a Hungria foram apresentando vários obstáculos à adesão dos dois países, mas acabaram por ceder no que respeita à Finlândia.
Quanto à Suécia, a Turquia continua a exigir garantias de aplicação de novas diretrizes antiterroristas, acusando o país de proteger “terroristas” por recusar extraditar curdos e exigindo uma posição mais dura com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.
Stoltenberg garantiu que não tem dúvidas de que, muito em breve, a Suécia se vai juntar à Aliança Atlântica.
“A Suécia não esta sozinha. Esta mais perto do que nunca de ser um membro da Nato de pleno direito”, assegurou o secretário-geral da Aliança.
Ainda, Stoltenberg recordou que Putin “queria menos Nato” e que, com a adesão da Finlândia concluída, está a ter “precisamente o contrário disso”.
Aniversário da Nato assinalado em Portugal
A data será também celebrada em Portugal, com a ministra da Defesa, Helena Carreiras a visitar durante o dia de hoje vários organismos da Nato em Portugal.
A governante passará pela Naval Striking and Support Forces NATO e pela NATO Communications and Information Academy, em Oeiras e, durante a tarde estará de visita ao Joint Analysis and Lessons Learned Centre, em Lisboa.
Portugal foi um dos fundadores
A Nato, organização de aliança intragovernamental militar, foi fundada a 4 de abril de 1949, com a assinatura do tratado a decorrer em Washington D.C., nos EUA.
Portugal foi um dos 12 países fundadores, a par com a Bélgica, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega e Reino Unido.
Ao longo dos anos foi sendo progressivamente alargada e passou a incluir outros países na sua composição: Grécia e Turquia (1952), Alemanha (1955), Espanha (1982), República Checa (1999), Hungria (1999), Polónia (1999), Bulgária (2004), Eslováquia (2004), Eslovénia (2004), Estónia (2004), Letónia (2004), Lituânia (2004), Albânia (2009), Croácia (2009), Montenegro (2017) e Macedónia do Norte (2020).
A adesão à NATO está aberta a “qualquer outro Estado europeu em posição de promover os princípios deste Tratado e contribuir para a segurança da área do Atlântico Norte”, estipula o organismo.
A Nato foi criada com o objetivo de responder à ameaça então representada pela URSS. A Aliança manteve-se mesmo depois da dissolução do bloco soviético, desenvolvendo várias atividades na base de que oso Estados-membros acordam em defender-se mutuamente de ataques de terceiros.
Ao longo da sua história a Nato tem estado envolvida em várias operações militares em todo o Mundo, incluindo nos Balcãs, no Médio Oriente, Ásia e África.
Contam-se intervenções na Bósnia e Herzegovina, no Kosovo, na guerra no Afeganistão missões no Iraque, intervenção na Líbia ou na guerra civil na Síria.
A Bósnia e Herzegovina, a Geórgia e a Ucrânia já tem reconhecido o estatuto de candidatos a membros da Nato pela Aliança.














