O governo Biden está a preparar sanções contra a maioria dos membros da câmara baixa do parlamento russo, como parte de um esforço para punir Moscovo pela invasão da Ucrânia.
Segundo o ‘Wall Street Journal’, o presidente dos EUA, Joe Biden, vai anunciar as sanções a mais de 300 deputados na quinta-feira, durante sua viagem à Europa, onde se reunirá com aliados da NATO para formular os seus próximos passos.
As sanções serão anunciadas em coordenação com a União Europeia e membros do Grupo dos Sete países industrializados, de acordo com autoridades dos EUA, citadas pelo jornal.
O próximo pacote de sanções, que terá como alvo 400 indivíduos, incluindo 328 deputados e elites russas, acontece na quarta semana da invasão da Ucrânia pela Rússia.
As consequências das duras sanções económicas contra a Rússia já estão a ser sentidas em todo o mundo. Contudo, ainda não foram suficientes para convencer o presidente russo, Vladimir Putin a travar a invasão da Ucrânia.
Mesmo com a aplicação destas sanções de Biden, não se sabe que efeito terão sobre os deputados russos. Até porque, segundo as mesmas fontes, os pacotes de sanções são muitas vezes adiados, reformulados ou reduzidos durante o processo de revisão interinstitucional antes de serem finalizados e publicados.
Até agora, o progresso militar da Rússia tem sido mais lento do que muitos esperavam e a resistência da Ucrânia mais forte, mas Putin mostrou pouco interesse em diminuir a escalada da crise.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos centenas de mortos e milhares de feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais mais de 3,5 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.













