O Instituto Nacional de Estatística confirmou esta terça-feira que a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 8,7% em junho, face a 8,0% em maio, o valor mais elevado desde dezembro de 1992.

Já o indicador de inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, também acelerou, registando uma variação de 6,0%, face a 5,6% em maio.
O índice relativo aos produtos energéticos registou um aumento para 31,7%, face a 27,3% no mês passado, alcançando o valor mais elevado desde agosto de 1984, enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados apresentou uma variação de 11,9%.
Em cadeia, a variação mensal do IPC foi 0,8%, face a 1,0% no mês precedente e 0,2% em junho de 2021.
O INE revelou ainda que o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) apresentou uma variação homóloga de 9,0%, novo valor mais elevado registado desde que começaram a ser recolhidos os dados, em 1996. Este valor representa um aumento de 0,9 pontos percentuais face ao mês anterior.
Já excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC atingiu uma variação homóloga de 6,6% em junho, em comparação com 5,8% em maio.
Em cadeia, o IHPC registou uma variação de 1,1%, face a 1,0% no mês anterior e 0,2% em junho de 2021.
Os dados da próxima estimativa rápida, referentes ao mês de julho, serão divulgados a 29 de julho de 2022.














