Número de novas empresas em Portugal desce 21,4% em 2020

O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta terça-feira o relatório “Empresas em Portugal 2020”, onde complementa os principais indicadores estatísticos caracterizadores da estrutura e evolução do setor empresarial não financeiro em Portugal no ano de 2020.

Mariana da Silva Godinho

O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta terça-feira o relatório “Empresas em Portugal 2020”, onde complementa os principais indicadores estatísticos caracterizadores da estrutura e evolução do setor empresarial não financeiro em Portugal no ano de 2020.

Em Portugal, em 2020, existiam 1.316.256 empresas das quais 65,1% eram empresas individuais e 34,9% sociedades. Em comparação com 2019, o número de empresas individuais diminuiu 3,4% e as sociedades aumentaram 2,6%.

Em termos de novas empresas, no ano analisado pelo relatório mostrou nasceram 154.287, o que representa uma redução de 21,4% face a 2019. A percentagem de empresas sobreviventes um ano após abrirem ficou nos 74,6% e as sobreviventes após três anos de nascimento foram 44,2%.

No que toca às sociedades não financeiras, iniciaram atividade 35.610 sociedades, que empregaram 63.410 pessoas, uma queda de 26,8% face a 2019, e geraram 1 886 milhões de euros de volume de negócios, uma redução de 25,8% também face a 2019.

Em 2020 operavam em Portugal 1.301.000 empresas não financeiras, um valor 1,3% abaixo do valor de 2019, sendo que os principais indicadores económicos deste setor registaram uma queda acentuada face ao ano anterior, tendo o pessoal ao serviço, o volume de negócios e o valor acrescentado bruto (VAB) caído 2,0%, 10,0% e 9,8%, respetivamente.

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Deste total, 5.728 eram sociedades de crescimento elevado e o VAB que geraram foi de 12.179 milhões de euros, o correspondente a 18% do VAB total das sociedades não financeiras.

Também a taxa de criação de emprego, que foi de 2% em 2020, registou um valor abaixo do registado em 2019 em 0,7 pontos percentuais.

A remuneração média anual dos funcionários atingiu os 15,2 mil euros por pessoa, uma evolução favorável que representa um aumento de 1,2% face a 2019. Este aumento notou-se mais nas pequenas e médias empresas do que nas sociedades de grande dimensão.

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O setor que registou uma queda mais acentuada do número de nascimentos de sociedades no ano em questão foi o dos Transportes e armazenamento, recuando 49,2% face a 2019, e o setor de Outros serviços e Construção e atividades imobiliárias foram os setores onde nasceram mais sociedades, mais 9.597 e 8.401, respetivamente. No entanto, os valores ficaram mesmo assim abaixo dos valores de 2019.

Já em termos de taxas, o setor com taxa de natalidade mais elevada, 12%, foi o da Informação e comunicação, e em segundo lugar ficou o da Energia e água e a Construção e atividades imobiliárias, ambos com 9,4%. O setor com a taxa de natalidade mais baixa, 5,2%, foi o da Indústria.

No que toca aos resultados, quase metade das sociedades não financeiras registaram resultados negativos líquidos, 48,4%, um aumento de 8,6 pontos percentuais face a 2019. 29% das sociedades de maior dimensão registaram resultados negativos, valor ligeiramente abaixo dos 29,8% das empresas de pequena dimensão que apresentaram resultados negativos.

O ano de referência de publicação corresponde ao ano em que a pandemia de Covid-19 apareceu em Portugal, o que alterou profundamente e de forma brusca o ambiente económico e social da atividade das empresas, por isso os dados têm principal relevância, pois serão uma base para avaliar o impacto do vírus na economia nacional e a forma como afetou os setores económicos.

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