“Da cerâmica feita com escamas de peixe e leite de algas”: 18 startups de dez países vão concorrer ao ‘Blue Bio Value’

O Programa de Aceleração Blue Bio Value vai acelerar 18 startups ligadas à bioeconomia azul, provenientes de 10 países (Portugal, Argentina, Canadá, Reino Unido, Indonésia, Finlândia, Itália, França, Suécia e Noruega).

Fábio Carvalho da Silva

O Programa de Aceleração Blue Bio Value vai acelerar 18 startups ligadas à bioeconomia azul, provenientes de 10 países (Portugal,
Argentina, Canadá, Reino Unido, Indonésia, Finlândia, Itália, França, Suécia e Noruega) com projetos variados, desde cerâmica feita de escamas de peixe, leite de origem vegetal preparado a partir de algas, bioplásticos para substituir embalagens, até um produto capilar com ingredientes naturais da Ria Formosa.

Na sua quarta edição, o programa, promovido pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a BLUEBIO ALLIANCE e dinamizado pela Maze, recebeu 80 candidaturas provenientes de 28 países dos cinco Continentes, o que evidencia o crescente dinamismo do setor, tanto em Portugal como a nível internacional.

“Ao oferecer soluções inovadoras que não degradam a natureza e contribuem para a descarbonização da economia, as startups aceleradas no Blue Bio Value são uma prova de que um novo modelo económico é possível. O caminho da mudança passa por construir uma economia azul sustentável, renovável, neutra em carbono e sem resíduos”, diz Ana Brazão, gestora deste projeto na Fundação Oceano Azul.

Já para Filipa Saldanha, Subdiretora do Programa Gulbenkian Desenvolvimento Sustentável da Fundação Calouste Gulbenkian, “O número de candidaturas e a criatividade dos projetos, provenientes dos quatro cantos do mundo, mostram o interesse crescente na biotecnologia azul e que esta é uma área, um modelo que vale a pena incentivar. É este o caminho que nos conduzirá a um novo modelo económico, fundamental no processo de transição para cadeias de valor mais sustentáveis.”

O Blue Bio Value Aceleração tem a duração de sete semanas – cinco remotas e duas presenciais. Durante as duas últimas semanas presenciais, as 18 startups estarão em Lisboa e terão a oportunidade para fazer networking, participar em algumas ‘field trips’ a centros de investigação e empresas relacionadas com a biotecnologia azul nas zonas de Aveiro, Cantanhede, Lisboa e Porto, fazer parte do ‘ocean day’, do ‘enterpreneurship day’ e finalmente convencer o júri com o seu final pitch.

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Estão já agendadas mais de 100 reuniões entre participantes e mentores em áreas tão variadas como a biotecnologia, o acesso a financiamento, marketing e comunicação, e aconselhamento legal.

A Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Bluebio Alliance, irão apoiar os participantes de forma a validar as tecnologias desenvolvidas; adquirir competências de gestão, criando bases para o desenvolvimento de novos produtos e serviços mais sustentáveis e economicamente viáveis, para um mercado global e aceder a uma rede única de mentores nacionais e internacionais.

As startups que mais se destacarem no decorrer da aceleração serão as vencedoras do final pitch e por isso serão premiadas com um valor de 45.000,00 euros, para ser utilizado no desenvolvimento dos projetos.

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Lançado em 2018, o Programa Blue Bio Value já acelerou 42 empresas de 15 nacionalidades. Nestas 4 edições do programa, as Fundações Oceano Azul e Calouste Gulbenkian já investiram um total de dois milhões de euros, contribuindo para que três ‘startups’ internacionais se sediassem em Portugal e mais de 70% dos participantes no programa expandissem as suas atividades devido à melhoria dos seus produtos.

O programa de aceleração decorre entre 11 de outubro e 24 de novembro. O ‘Pitch final’ ocorre a 25 de novembro.

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