Quais são os perfis profissionais com maior procura em 2022?

Estudo realizado pelo ManpowerGroup privilegia formação secundária em detrimento da superior.

Inês Amado

Um recente estudo elaborado pelo ManpowerGroup defende que a aposta na educação intermédia é uma das chaves a reter para assegurar a competitividade, deixando para segundo plano a formação superior.

“Um maior peso da formação secundária é essencial para convergir com a Europa e continuar a proporcionar oportunidades de emprego aos trabalhadores. A isso se soma a necessidade imediata de investir na qualificação e requalificação dos profissionais, e no aprimoramento de suas habilidades, tanto hard quanto soft”, comenta Raúl Grijalba, presidente do ManpowerGroup em Espanha, Portugal, Grécia e Israel.

Nos últimos tempos, os dados sobre o emprego têm vindo a confirmar a tendência enunciada pelo ManpowerGroup. No caso espanhol, a Formação Profissional dá acesso a quatro em cada dez ofertas de emprego, sendo esta o tipo de formação mais procurada, mesmo antes da universitária.

As medidas que o relatório propõe para ultrapassar a crise e melhorar a competitividade passam pela oferta de horários flexíveis, a possibilidade de se manter o regime de teletrabalho, a modificação das condições de trabalho e um salário variável.

Quanto à redução da jornada laboral, cuja discussão foi reaberta durante a pandemia, nem as empresas (61,7%) nem os trabalhadores autónomos (58,6%) se mostraram favoráveis à mesma, contrariamente aos funcionários, que a consideram viável (56,3%).

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