Os trabalhadores da TK Elevadores Portugal estão hoje em greve a e reivindicam a redução do horário de trabalho e o pagamento de um complemento em caso de baixa, segundo um comunicado.
Na mesma nota, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal) anunciou que “os trabalhadores da TK Elevadores Portugal, empresa que emprega 400 trabalhadores, estarão em greve, durante 24 horas, com concentrações no Porto, Algarve, Açores e Madeira às 11 horas”.
“A greve tem como objetivo a negociação do caderno reivindicativo para 2021”, disse a estrutura sindical, apontando que, entre as reivindicações, conta-se a “redução do horário de trabalho, das 40 horas para 35 horas de forma gradual, sem perda de retribuição”, o “pagamento do complemento do salário líquido em caso de baixa médica” e a “aplicação do descanso compensatório aos trabalhadores fazem trabalho suplementar”.
Além disso, os trabalhadores exigem o “pagamento do cartão de saúde ao agregado familiar” e a “aplicação de um dia de férias por cada dez anos de antiguidade na empresa”.
“Foi entregue um abaixo-assinado dos trabalhadores com o descontentamento da negociação e sobre outras matérias, como organização, sobrecarga de trabalho e falta de pessoal”, adiantou a Fiequimetal, referindo que “uma vez que não foi apresentada uma contraproposta (por parte da direção portuguesa e ibérica)” que “apenas se justificou com a conjuntura económica e sanitária no país, foi [a 26 de julho] emitido o pré-aviso de greve”.
A estrutura sindical garantiu que “a empresa atingiu os objetivos no último ano fiscal, e a pandemia de covid-19 não pode servir de desculpa às justas reivindicações dos trabalhadores da empresa, em especial àqueles que estiveram na linha da frente”, lê-se na mesma nota.
De acordo com a Fiequimetal, a direção da empresa na Alemanha “tem de saber que há várias reuniões em curso, mas muito pouco resultado”, referindo que “não basta falar, são precisas soluções e melhorias na vida de quem trabalha”.
“Tentar evitar as exigências dos trabalhadores, por via de muita conversa, não nos leva a lado nenhum. É uma falta de respeito”, remata a Federação.














