Os Estados Unidos preparam-se para incluir esta sexta-feira mais de dez empresas chinesas na lista negra económica, uma decisão motivada por alegados abusos de direitos humanos e vigilância de alta tecnologia em Xinjiang, de acordo com informação transmitida por fontes próximas do caso à Reuters.
Segundo as mesmas fontes, o alargamento da lista do Departamento de Comércio são parte dos esforços do governo de Joe Biden para responsabilizar a China por violações de direitos humanos.
A China rejeita as acusações de genocídio e trabalho forçado em Xinjiang, sustentando que as suas políticas são necessárias para eliminar separatistas e extremistas religiosos que planearam ataques e geraram tensões entre uigures e han.
“O lado chinês tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e rejeita as tentativas dos EUA de interferir nos assuntos internos da China”, comentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, esta sexta-feira.
Uma das fontes consultadas pela Reuters indica que o Departamento de Comércio prevê juntar 14 empresas chinesas à Lista de Entidades devido aos abusos relatados em Xinjiang.
A identidade das empresas adicionadas não foi imediatamente conhecida.














