De acordo com a agência Reuters, a Nissan reviu as suas previsões de perdas para este ano fiscal, que termina em março, em mais de um terço, resultado do aumento da procura na China e da redução de custos levada a cabo nos últimos meses. O terceiro maior fabricante de automóveis do Japão está a beneficiar da recuperação do setor a nível global, após a crise criada pela pandemia e pelos confinamentos do último ano em muitos países um pouco por todo o mundo.
No entanto, a escassez de semicondutores no setor continua a ser o grande ponto de interrogação desta recuperação, visto que já obrigou alguns fabricantes a reduzir a produção e poderá forçar a Nissan a fazer o mesmo.
De acordo com a última revisão, a marca nipónica espera agora perdas operacionais no valor de 205 mil milhões de ienes no final do ano fiscal a 31 de março, comparativamente às anteriores previsões, que apontavam para 340 mil milhões de ienes. Do mesmo modo, a Nissan reduziu o seu objetivo inicial de vendas, de 4.165 milhões, para 4.015 milhões de unidades.
A revisão de perdas operacionais apresenta-se, assim, inferior às previsões dos analistas da Refinitiv, que apontavam para uma média de 230,1 mil milhões de ienes.
Para estas previsões contribui, em grande medida, o crescimento do mercado automóvel chinês de 6,4% em dezembro, que continua a animar a indústria automóvel depois do surgimento da pandemia de covid-19 e da crise que a doença provocou.







