Estabelecer o recolher obrigatório em vez de determinar o encerramento das lojas é, de acordo com a União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), uma «ilusão aos empresários». Estar de portas abertas mas não ter clientes será semelhante a não estar a funcionar de todo.
A UACS fala mesmo em «encerramento de porta aberta», uma solução que em nada resolve os problemas do setor. Por isso mesmo, este organismo pede medidas de apoio económico que compensem as perdas que se irão registar durante o estado de emergência. Estas medidas, adianta a UACS em comunicado, devem chegar com a máxima celeridade e sem burocracias para evitar despedimentos e insolvências.
«O recolher obrigatório que proíbe os clientes de sair de casa irá afetar diretamente o número de pessoas que visita os estabelecimentos comerciais, estes, que já são um dos setores mais afetados pela pandemia», aponta Lourdes Fonseca, presidente da direção da UACS.
A responsável garante que, desta forma, a prática da atividade se torna insustentável. «Iremos correr o risco de observar o encerramento de muitos», garante Lourdes Fonseca.
A UACS questiona ainda as regras implementadas no que aos supermercados diz respeito, considerando que se apresentam como exceção às restrições de circulação ao fim-de-semana, depois das 13h, por exemplo.
Retoma do “lay-off” simplificado é uma das medidas sugeridas pela UACS, uma vez que este foi um dos mecanismo mais eficazes durante o primeiro estado de emergência. Propõe ainda uma solução para o arrendamento comercial que divida o esforço entre senhorios, Governo e empresários.







