Projecto FST Novabase: Um palco para desenvolver competências

A Automonitor vai publicar diariamente um artigo relacionado com o Projecto FST Novabase, desenvolvido pelos alunos de Engenharia do Instituto Superior Técnico (IST) e que se destina à participação na Fórmula Student, competição universitária a nível europeu. Este é, portanto, o primeiro de quatro artigos, cada um com uma temática diferente. Carregam consigo o sonho ambicioso de um dia chegarem à Fórmula 1. Mas não como a maior parte dos jovens, que aspiram a estar no lugar do piloto, desafiando alguns dos circuitos mais icónicos do mundo. No caso destes estudantes de engenharia mecânica do Instituto Superior Técnico de Lisboa, o sonho maior é estar no desenvolvimento dos monolugares que competem naquela que é a competição pináculo do desporto automóvel. No entanto, para chegar à Fórmula 1 é necessário superar etapas valiosas e a Fórmula Student é, neste momento, o objectivo mais importante na mente dos jovens estudantes que compõem a equipa FST Novabase do Instituto Superior Técnico de Lisboa. Um projecto de âmbito pioneiro que leva já cerca de 15 anos e que comprova a qualidade do ensino universitário português, na medida em que ao longo deste percurso as diferentes equipas formadas naquela instituição já obtiveram resultados de grande…

Pedro Junceiro

A Automonitor vai publicar diariamente um artigo relacionado com o Projecto FST Novabase, desenvolvido pelos alunos de Engenharia do Instituto Superior Técnico (IST) e que se destina à participação na Fórmula Student, competição universitária a nível europeu. Este é, portanto, o primeiro de quatro artigos, cada um com uma temática diferente.

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Carregam consigo o sonho ambicioso de um dia chegarem à Fórmula 1. Mas não como a maior parte dos jovens, que aspiram a estar no lugar do piloto, desafiando alguns dos circuitos mais icónicos do mundo. No caso destes estudantes de engenharia mecânica do Instituto Superior Técnico de Lisboa, o sonho maior é estar no desenvolvimento dos monolugares que competem naquela que é a competição pináculo do desporto automóvel.

No entanto, para chegar à Fórmula 1 é necessário superar etapas valiosas e a Fórmula Student é, neste momento, o objectivo mais importante na mente dos jovens estudantes que compõem a equipa FST Novabase do Instituto Superior Técnico de Lisboa.

Um projecto de âmbito pioneiro que leva já cerca de 15 anos e que comprova a qualidade do ensino universitário português, na medida em que ao longo deste percurso as diferentes equipas formadas naquela instituição já obtiveram resultados de grande relevo frente a formações oriundas de algumas das mais relevantes universidades europeias. Muitas delas com o apoio directo de construtores automóveis, como a Audi ou a Porsche.

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Competências reforçadas

Na prática, esta competição visa aprofundar a interacção entre os universos teórico e prático, com os estudantes a poderem pôr em prática todos os ensinamentos aprendidos ao longo do curso num monolugar de competição ao estilo ‘fórmula’, totalmente projectado e construído por estes mesmos alunos. Os jurados, ligados à indústria automóvel, avaliam e pontuam as equipas consoante as prestações dos seus monolugares em diversos parâmetros que vão do design ao custo, passando pela eficiência e pela dinâmica em pista.

Como explica Beatriz Lopes, integrante do departamento de marketing e de comunicação da equipa FST Novabase, a pertença a este grupo de trabalho redunda na obtenção de um leque de competências bastante alargado que vai muito além daquilo que é a construção de um pequeno modelo para competição.

“Na escola, geralmente, não pensamos que mais vale fazer de uma maneira do que de outra, porque em série vai custar muito menos a produzir e que isso vai ser melhor em termos de projecto. A esse respeito estar na equipa faz toda a diferença, porque ensina a pensar na relação qualidade/custo, mas também na forma como a minha peça se integra no projecto inteiro”, explica aquela jovem estudante, para quem o sonho é, naturalmente, chegar à Fórmula 1.

Com efeito, integrar a equipa FST Novabase implica estar presente em todos os aspectos e tomadas de decisões do projecto, quer a nível de engenharia, quer de comunicação e de custos, numa experiência integrada e bastante completa.

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Neste sentido, verifica-se também uma preocupação notória ao nível da integração de novos elementos já em perspectiva para a futura equipa do Projecto FST Novabase, como explica João Paulo Monteiro, responsável da área de marketing da equipa.

“Cada carro que construímos demora dois anos: um para projectar e outro para construir. Até aqui, o que acontecia é que, de dois em dois anos, quando um carro acabava de ser construído ia à competição e quando acabava o Verão entrava uma equipa nova que começava a desenhar o carro seguinte. Este ano decidimos ter uma abordagem ligeiramente diferente com o recrutamento”, começa por explicar, enaltecendo as principais diferenças ao nível da integração de novos estudantes para dar seguimento ao projecto.

“Deixou de haver tanto uma ideia de que ‘agora há uma equipa e a partir de um determinado momento passa a haver uma nova equipa’. Decidimos integrar os novos membros nas áreas que são do seu interesse – aerodinâmica, electrónica, etc – muito mais cedo, de forma a terem uma aprendizagem mais prática e mais especializada na área que vão integrar mais à frente. Com isso esperamos que, ao contrário do que sucedeu no passado em que durante o design as decisões estiveram muito dependentes dos membros que transitaram de uma equipa para a outra, os novos membros da equipa já tenham um melhor conhecimento do carro”.

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