A música que ouve pode ser a causa de um acidente

Aquilo que ouve no carro pode afectar a sua condução e ter consequências catastróficas. A conclusão é de Warren Brodsky, psicólogo israelita especializado na área de música e director do departamento de psicologia musical na Universidade de Artes Ben-Gurion que escreveu um livro sobre a música, as emoções e a condução. “O automóvel é o único lugar no mundo onde aquilo que ouvimos pode determinar a nossa morte”, explicou Brodsky ao site Haaretz. O especialista indica contudo que não é o género de música que está em causa mas sim o tipo de emoções e nostalgia que a canção ou melodia…

Mariana Dias

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Aquilo que ouve no carro pode afectar a sua condução e ter consequências catastróficas.
A conclusão é de Warren Brodsky, psicólogo israelita especializado na área de música e director do departamento de psicologia musical na Universidade de Artes Ben-Gurion que escreveu um livro sobre a música, as emoções e a condução.
“O automóvel é o único lugar no mundo onde aquilo que ouvimos pode determinar a nossa morte”, explicou Brodsky ao site Haaretz. O especialista indica contudo que não é o género de música que está em causa mas sim o tipo de emoções e nostalgia que a canção ou melodia desperta.
Isto é, o problema está na conexão entre a música ou a letra da mesma e o condutor. Distraída e emocionada, a pessoa ao volante pode retirar da música um sentimento de perda, infelicidade, nostalgia ou até mesmo êxtase.
A Administração Nacional de Segurança no Tráfico de Estradas (National Highway Traffic Safety Administration) estima que um quarto dos 1,2 milhões de acidentes por ano nos EUA está relacionado com distracções dos condutores. Um estudo feito pela Erie Insurance indica inclusive que apenas o facto de “sonhar acordado” causou 60% dos acidentes fatais na estrada num período de dois anos.
No livro de Brodsky, o especialista aponta ainda que seria relevante haver uma tecnologia sensorial que detectasse os sentimentos mais fortes despoletados aquando de uma música a tocar. Esta poderia ser uma mais-valia no âmbito da prevenção e segurança rodoviária.

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