Covid-19. «Não existe qualquer alteração» ao plano de vacinação, garante task-force

A task-force de vacinação contra a Covid-19 em Portugal garantiu esta sexta-feira que «não existe qualquer alteração ao estabelecido no plano em vigor».

Simone Silva

A task-force de vacinação contra a Covid-19 em Portugal garantiu esta sexta-feira que «não existe qualquer alteração ao estabelecido no plano em vigor», em resposta a notícias de que as forças de segurança e bombeiros iriam deixar de ter prioridade.

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Num comunicado enviado às redações, o organismo agora coordenado pelo almirante Gouveia e Melo esclarece que, na primeira fase de vacinação, que se encontra em curso, estão estabelecidos dois objetivos principais.

O primeiro passa por «salvar vidas» e inclui «cidadãos mais vulneráveis em contexto de pandemia, com idade superior a 50 anos e morbilidades associadas e com idade superior a 80 anos». Já o segundo, «conferir resiliência à resposta do Estado, começando pelo setor da saúde e progressivamente alargando a outros setores críticos e essenciais (nomeadamente Forças Armadas, Forças de Segurança e Bombeiros)».

A task-force revela assim na mesma nota que «a administração das vacinas a estes dois grupos tem sido efetuada à razão de 90% das vacinas disponíveis para cidadãos do primeiro grupo (“salvar vidas”) e 10% para o segundo grupo (‘resiliência do Estado em período de pandemia’)».

Recorde-se que o ‘Expresso’ noticiou hoje que a vacinação das forças de segurança e bombeiros vai deixar de liderar as prioridades devido à escassez de vacinas, sendo reforçada a administração a pessoas com 80 ou mais anos e entre os 50 e os 79 anos com doenças crónicas.

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“Perante isto, o  Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) irá ponderar seriamente apresentar competente providência cautelar no sentido de suspender a decisão arbitrária e sem sentido agora tomada de afastar os profissionais da PSP do grupo de profissionais prioritários”, adianta o sindicato.

O Sinapol considera a decisão “um ultraje” e “uma enorme desconsideração para com aqueles que todos os dias estão na linha da frente na fiscalização e implementação das medidas de contenção da pandemia em Portugal”.

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