
Com a hipotética saída do Reino Unido da União Europeia a causar preocupação entre os construtores automóveis, David Cameron, primeiro-ministro britânico, foi até à Alemanha explicar os seus objectivos.
O governante esteve reunido com a Chanceler alemã Angela Merkel e debateu a sua perspectiva para o futuro da União Europeia, embora não pareça querer abdicar do referendo público marcado para o final de 2017 e que tem por objectivo avaliar a permanência do país na UE.
Uma eventual saída prejudicaria muitos mercados, mas sobretudo o alemão, já que os reino britânico é, actualmente, o mais importante parceiro comercial da Alemanha na Europa com um excedente de 42 mil milhões de euros em 2014, cabendo aí a produção de um quinto de todos os automóveis vendidos na Europa.
No caso concreto da BMW, cujas fábricas da MINI e da Rolls-Royce se situam no Reino Unido, Peter Schwarzenbauer, responsável do conselho de administração do grupo, acredita que a saída do Reino Unido traria graves consequências para os parceiros do Velho Continente, mas também para o próprio país.
“Também é benéfico para o Reino Unido que este se mantenha um membro activo e influente na União Europeia. Para nós, é óbvio que é importante uma vez que o país tem um papel crucial no nosso grupo, sendo o nosso quarto maior mercado no mundo”, adiantou, em declarações reproduzidas no site Automotive News Europe.
É também no Reino Unido que se encontram as fábricas da Bentley, do grupo Volkswagen, assim como da Bosch, empresa tecnológica que fabrica componentes electrónicos para automóveis de marcas como a Audi. A Nissan e a Honda também dispõem de unidades fabris naquele local, pelo que as implicações seriam muito grandes também para esses fabricantes.
No cômputo geral, em 2014, a Alemanha exportou bens e serviços para o Reino Unido na ordem dos 84,1 mil milhões de euros, cerca do dobro do valor em 2013 (42,3 mil milhões de euros).
Marcas alemãs temem efeitos de eventual saída do Reino Unido da UE
Com a hipotética saída do Reino Unido da União Europeia a causar preocupação entre os construtores automóveis, David Cameron, primeiro-ministro britânico, foi até à Alemanha explicar os seus objectivos. O governante esteve reunido com a Chanceler alemã Angela Merkel e debateu a sua perspectiva para o futuro da União Europeia, embora não pareça querer abdicar do referendo público marcado para o final de 2017 e que tem por objectivo avaliar a permanência do país na UE. Uma eventual saída prejudicaria muitos mercados, mas sobretudo o alemão, já que os reino britânico é, actualmente, o mais importante parceiro comercial da Alemanha na Europa com um excedente de 42 mil milhões de euros em 2014, cabendo aí a produção de um quinto de todos os automóveis vendidos na Europa. No caso concreto da BMW, cujas fábricas da MINI e da Rolls-Royce se situam no Reino Unido, Peter Schwarzenbauer, responsável do conselho de administração do grupo, acredita que a saída do Reino Unido traria graves consequências para os parceiros do Velho Continente, mas também para o próprio país. “Também é benéfico para o Reino Unido que este se mantenha um membro activo e influente na União Europeia. Para nós, é óbvio que é importante…
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