Coreia do Norte vê venda de armas dos EUA a Seul como “prova de hostilidade persistente”

As autoridades norte-coreanas criticaram hoje a aprovação, pelos Estados Unidos, de uma nova venda de armas à Coreia do Sul, considerando a decisão a “prova de hostilidade persistente” em relação a Pyongyang.

Executive Digest com Lusa

As autoridades norte-coreanas criticaram hoje a aprovação, pelos Estados Unidos, de uma nova venda de armas à Coreia do Sul, considerando a decisão a “prova de hostilidade persistente” em relação a Pyongyang.

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A Coreia do Norte ameaçou ainda tomar medidas enérgicas em resposta a esta possível entrega de mais de 100 mísseis táticos AIM-9X Sidewinder Block II e equipamento relacionado, avaliados em cerca de 125 milhões de dólares (aproximadamente 107 milhões de euros).

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte lamentou o anúncio feito na semana passada pelo Departamento de Estado norte-americano, que informou da aprovação da medida, segundo a agência de notícias norte-coreana KCNA, citada pela agência Europa Press.

Além disso, o governo de Donald Trump lançou uma convocatória para documentar violações dos direitos humanos e combater a propaganda norte-coreana, projeto para o qual destinou cerca de 2,96 milhões de dólares (2,54 milhões de euros).

“Os atos mencionados constituem mais uma prova da persistência e do padrão de ações hostis dos Estados Unidos para acrescentar uma nova ameaça à esfera de segurança da Coreia do Norte e gerar instabilidade no sistema social do nosso país”, sublinhou o porta-voz.

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A mesma fonte salientou que “a realidade demonstra claramente a atividade e o zelo com que os Estados Unidos estão a tentar alargar a ameaça” contra a Coreia do Norte.

“Reconhecemos, mais uma vez, inequivocamente, a atitude abertamente hostil dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte”, observou, ameaçando com “respostas imediatas e enérgicas para contrariar estas ações”.

Os Estados Unidos, aliados de longa data da Coreia do Sul, procuram, por seu lado, estabelecer as suas próprias relações com Pyongyang, tendo o Presidente Donald Trump decidido reduzir a dimensão dos exercícios militares anuais realizados com Seul para fazer face às potenciais ameaças provenientes da Coreia do Norte, que dispõe de armas nucleares.

Donald Trump afirmou também que iria encontrar-se com o líder norte-coreano Kim Jong Un ainda este ano.

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