Uma nova variante da Covid-19 identificada no Brasil aumentou a preocupação entre os especialistas de saúde pública e gerou alertas de que novas estirpes poderiam desenvolver-se. A notícia da variante no Brasil surge depois de duas outras terem sido reportadas no Reino Unido e África do Sul.
No início deste mês, o Instituto Nacional de Doenças Infeciosas do Japão (NIID) disse ter detetado uma nova variante do Covid em quatro viajantes do estado do Amazonas no Brasil a 2 de janeiro. Mas o que se sabe em concreto sobre esta estirpe?
Segundo a ‘CNBC’, com base em informações do NIID, «esta variante do vírus pertence à estirpe B.1.1.248 e tem 12 mutações na proteína spike. As proteínas de pico são usadas pelo vírus para entrar nas células do organismo humano.
O NIID adiantou que é difícil determinar imediatamente o quão infeciosa é a nova estirpe, bem como qual o nível exato de eficácia das vacinas contra a mesma.
A variante brasileira do novo coronavírus ainda não foi detetada em Portugal, garantiu à Lusa o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que tem a decorrer desde março um estudo sobre as variantes do SARS-CoV-2.
Esta variante “ainda não foi detetada em Portugal”, adiantou fonte do INSA, ao salientar que, desde o primeiro momento da pandemia, estão a ser estudadas as mutações do vírus que provoca a covid-19.
A variante brasileira do SARS-CoV-2 está na base da decisão do Governo britânico de suspender as ligações aéreas de Portugal e Cabo Verde para Inglaterra, uma medida que foi anunciada esta quinta-feira pelo ministro dos Transportes.
“Tomei a decisão urgente de proibir chegadas da Argentina, Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela a partir de sexta-feira após informação sobre uma nova variante no Brasil”, anunciou o ministro dos Transportes, Grant Shapps, através da rede social Twitter.
As viagens de Portugal para o Reino Unido também serão suspensas “devido aos seus laços fortes com o Brasil, funcionando como mais uma forma de reduzir o risco de importação de infeções”, acrescentou.
No entanto, o governo britânico vai isentar deste bloqueio os camionistas que viajem a partir de Portugal para permitir a circulação de bens essenciais e também aos cidadãos britânicos e irlandeses e nacionais de países terceiros com direito de residência, que poderão entrar no país, mas cumprir quarentena de 10 dias.
*Com Lusa














