Itália detetou esta segunda-feira um paciente infetado com a nova estirpe mutante do coronavírus identificada no Reino Unido, tornando-se o quinto país externo a denunciar um caso, de acordo com o Daily Mail.
O cidadão italiano voou do Reino Unido para Roma nos últimos dias com outra pessoa, que não deu positivo no teste, informou o ministério da Saúde italiano. Os dois estão agora em isolamento.
Até agora, foram detetados casos da nova variante que poderá ser até 70% mais infeciosa na Dinamarca, Holanda, Austrália e Bélgica, além do Reino Unido, onde foi detetada inicialmente a mutação.
Em novembro, foram identificados nove casos da estirpe na Dinamarca e um na Austrália, enquanto os Países Baixos anunciaram que tinham detetado um caso este mês. Também houve relatos de, pelo menos, um caso na Bélgica.
A Escócia e o País de Gales, que pertencem ao Reino Unido, detetaram casos da estirpe nas últimas semanas, embora se esteja a espalhar predominantemente em Londres e no sudeste de Inglaterra, onde se pensa ser responsável por 60% de todas as novas infeções.
O ministro da Saúde francês, Olivier Véran, afirmou esta manhã que era “inteiramente possível” que a variante do vírus já estivesse a circular em França, apesar de os testes ainda não o terem detetado. Também o primeiro-ministro da Irlanda do Norte disse que era “provável” que a estirpe também já estivesse nesta nação que faz parte do Reino Unido.
Mais de uma dúzia de países – incluindo França, Alemanha, Itália, Irlanda e Canadá – proibiram as viagens de e para o Reino Unido, como parte de uma estratégia para conter a propagação da estirpe mutante.
Os líderes da União Europeia vão realizar uma reunião de emergência esta segunda-feira para unificar a resposta do bloco, a fim de evitar que a variante se torne mais generalizada no continente europeu. A reunião foi convocada pela presidência alemã do Conselho.
Teme-se que as prateleiras dos supermercados britânicos possam ficar vazias em breve, devido à proibição de circulação entre França e o Reino Unido que afeta tanto a movimentação de passageiros, como o transporte de mercadorias, seja ferroviário, aéreo ou marítimo.
Há também receios de que a restrição possa perturbar o fornecimento da vacina contra a covid-19, que é fabricada na Bélgica, apesar de o secretário de Estado dos Transportes do Reino Unido já ter garantido que isso não seria um problema.
Segundo os cientistas britânicos, a nova estirpe parece ser responsável pelo aumento preocupante das infeções em Londres e em vários condados do sudeste e leste da Inglaterra, tendo obrigado a confinar mais de 20 milhões de pessoas.
As autoridades britânicas já alertaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a descoberta de uma nova variante do SARS-CoV-2.





