Os cidadãos britânicos estão impedidos de visitar os países da União Europeia (UE) depois do Brexit, a partir de 1 de janeiro, quando as regras da covid-19 que permitem viajar livremente dentro do bloco europeu deixarem de se aplicar ao Reino Unido.
O fim do período de transição do Brexit significa que o Reino Unido passa a estar sujeito a um sistema que só permite viagens não essenciais de alguns países fora da UE com baixas taxas de infeção por coronavírus, informou a Comissão Europeia, de acordo com o Financial Times.
Apesar de o Reino Unido ter uma taxa de infeção inferior a 18 dos 27 Estados-membros da UE, a Comissão diz que não há atualmente planos para acrescentar o Reino Unido à lista “segura” de países para viajar, devido à pandemia.
E o Reino Unido não está automaticamente isento destas restrições mesmo que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, faça um acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas esta semana.
A única forma de os britânicos serem autorizados a viajar para os países do bloco seria se a UE concordasse em flexibilizar as regras antes de 1 de janeiro, quando o Brexit entrar em vigor, ou se os Estados-membros decidissem anular as tais restrições de forma individual.
Para se qualificarem para a lista de países “seguros” no que toca à covid-19, devem ter uma taxa de infeção inferior à média europeia em 15 de junho, altura em que as taxas de infeção se encontravam mais baixas e controladas.
Atualmente, a lista de países fora da UE “seguros” inclui apenas oito nações onde as taxas de infeção são muito mais baixas do que no Reino Unido. Além da Austrália e Nova Zelândia, a lista atual inclui Coreia do Sul, Japão, Ruanda, Singapura, Tailândia e China.
Apenas três países europeus, a Hungria, a Croácia e a Noruega, decidiram não aplicar a restrição de viagens. Há alguns Estados-membros que não permitem nem a entrada de viajantes de países da lista segura, o que reflete o desafio que grande parte da Europa enfrenta para controlar os contágios.













