A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou esta quarta-feira que concordava com o encerramento das lojas na Alemanha, a maior economia da Europa, depois do Natal até 10 de janeiro.
Merkel, que falava na Câmara Baixa do Parlamento do Bundestag, disse que a experiência mostrou que a segunda vaga de pandemia era mais difícil do que a primeira, acrescentando que ainda havia demasiadas pessoas infetadas com o coronavírus na Alemanha.
O país registou esta quarta-feira um novo máximo de mortes por covid-19: 590 óbitos nas últimas 24 horas, mais 100 do que o anterior máximo, informou o Instituto Robert Koch (RKI).
O RKI registou também, nas últimas 24 horas, 20.815 novas infeções, mais 3000 do que na quarta-feira da semana passada, mas abaixo do máximo de 23.648, registado a 20 de novembro.
O Governo alemão considera que o número de novos casos diários estabilizou, mas num nível “muito alto”. Merkel afirmou que os alemães não tinham reduzido o contacto com outras pessoas a um nível suficiente.
O número total de pessoas que tiveram ou têm infeções na Alemanha subiu para 1.218.524, dos quais 19.932 morreram. O RKI estima ainda que o número de pessoas que recuperaram da doença está atualmente em torno de 902.100.
O objetivo do Governo alemão é reduzir a incidência cumulativa, em sete dias, para 50 novos casos por 100.000 habitantes, entendendo que apenas abaixo desse limiar os novos casos podem ser rastreados e quebrar as cadeias de contágio, controlando a pandemia.
A chanceler alemã e os chefes de governo dos estados federais decidiram na semana passada uma prorrogação até dia 10 de janeiro das atuais restrições.
No início de novembro, entrou em vigor uma paralisação parcial da vida pública, mas Angela Merkel e os chefes de governo dos estados federais decidiram estender e apertar algumas restrições para dezembro para minimizar os contactos e tentar conter a pandemia.
Durante o Natal haverá uma certa flexibilização das medidas para permitir a celebração com a família ou amigos, elevando o número máximo de reuniões para 10 (onde os menores de 14 anos não contam), embora com possibilidade de medidas mais duras nas regiões com incidência particularmente alta.
*com Lusa











