Comércio e serviços aplaudem Apoiar.pt mas reclamam novo ‘lay-off’ simplificado

No âmbito do programa Apoiar.pt está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise.

Executive Digest com Lusa

A União de Associações do Comércio e Serviços aplaudiu, esta sexta-feira, a criação do programa Apoiar.pt, para micro e pequenas empresas do setor, mas reivindica um novo regime de ‘lay-off’ simplificado e uma análise “detalhada” do teletrabalho obrigatório.

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Em comunicado, a União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) congratula-se com o novo programa – anunciado na quinta-feira pelo Governo e que vai destinar 750 milhões de euros de subsídios aos setores mais afetados pela pandemia – considerando que contribuirá para “salvar as pequenas e micro empresas, que constituem quase 90% dos setores do comércio e serviços de Lisboa”.

“Independentemente das moratórias existentes, era essencial a criação de medidas a um fundo perdido, pois todas as outras medidas já implementadas não diminuíam a responsabilidade das empresas”, afirma a presidente da direção da UACS, citada no comunicado.

Segundo Lourdes Fonseca, as associações ficam, contudo, ainda “na expectativa de que sejam tomadas medidas no que diz respeito aos arrendamentos comerciais, à semelhança do que foi adotado para os centros comerciais”.

Prevendo que “os estabelecimentos de comércio e serviços vão ser particularmente afetados por novas medidas restritivas para combater a pandemia da covid-19”, a UACS reivindica também “um novo regime de ‘lay-off’ simplificado” e defende que “o teletrabalho obrigatório deve ser analisado detalhadamente, para não existirem conturbações desnecessárias com esta medida”.

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No âmbito do programa Apoiar.pt está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise, como é o caso do comércio, cultura, alojamento e atividades turísticas e restauração, explicou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital em conferência de imprensa na quinta-feira.

Estão abrangidas pela medida as empresas com quebras de faturação superiores a 25% registadas nos primeiros nove meses de 2020 e que tenham a situação fiscal e contributiva regularizada.

Cada microempresa pode receber até 7.500 euros e cada pequena empresa até 40 mil euros e podem usar o dinheiro como entenderem, incluindo para pagar salários, explicou Siza Vieira.

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