Criticado amplamente por não implementar medidas suficientes no sentido de limitar a propagação de desinformação e discurso de ódio, o Facebook tem já desenhado um plano para que as próximas eleições nos EUA não resultem em nova polémica. Nick Clegg, head of Global Affair do Facebook, garante que a plataforma está preparada para tomar medidas excepcionais e restringir o tipo de publicações que os utilizadores podem partilhar.
Isto caso as eleições para eleger o próximo ocupante da Casa Branca, marcadas para Novembro, provoquem algum tipo de caos ou violência. Em entrevista ao Financial Times, o responsável adianta que o Facebook desenhou vários cenários possíveis e que está preparado para diferentes possibilidades.
«Existem algumas opções de emergência disponíveis para nós se realmente existirem circunstâncias de caos extremo e, pior, violência», afirma Nick Clegg. «Temos agido agressivamente noutras partes do Mundo onde achamos que existe uma instabilidade cívica real e obviamente temos as ferramentas para fazê-lo [de novo]», acrescenta, especificando que nessas situações foram utilizadas «medidas excepcionais para restringir significativamente o conteúdo na plataforma».
Embora o responsável não seja mais claro do que isto, o Financial Times lembra que, em países como Sri Lanka ou Myanmar, o Facebook já reduziu, por exemplo, o alcance do conteúdo partilhado por infractores repetentes e limitou a distribuição de conteúdos sensacionalistas.
Fonte citada pela mesma publicação adianta que o Facebook está preparado cerca de 70 cenários potenciais, tendo reunido um grupo de especialistas para debater estas possibilidades. Deste grupo fazem parte estrategas militares.
Quaisquer decisões neste sentido serão tomadas pelo próprio Nick Clegg em parceria com a COO Sheryl Ssandberg e CEO Mark Zuckerberg.














