43% a favor, 28% contra e muitos indecisos. Estudo dá o «sim» à eutanásia

Um estudo ao comportamento eleitoral dos portugueses, feito pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS), a que o “Expresso” teve acesso”, mostra que a maioria dos portugueses está a favor da despenalização da eutanásia, num dia em que o tema volta, dois anos depois, ao Parlamento. Mas ainda há que não conseguem dizer «sim» ou «não». 

Executive Digest

Um estudo ao comportamento eleitoral dos portugueses, feito pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS), a que o “Expresso” teve acesso”, mostra que a maioria dos portugueses está a favor da despenalização da eutanásia, num dia em que o tema volta, dois anos depois, ao Parlamento. Mas ainda há que não conseguem dizer «sim» ou «não».

A análise, que validou 1500 entrevistas num universo de 4110 pessoas inquiridas, revela que a percentagem dos portugueses que concorda com a entanásia (43%) é superior à dos que está contra (28%). Ainda assim, «há uma parcela não desprezável da população (22%) que tem uma opinião intermédia entre a concordância e a discordância».

O primeiro inquérito de que há registo sobre o tema foi realizado em 2008. O resultado, divulgado pela “TVI”, apontava para 50,1% de opiniões favoráveis – e 47% a defender um referendo. 

Desde 2016, quando a eutanásia começou a ser discutida no âmbito parlamentar, não tem havido uma alteração significativa desta tendência em Portugal. Nesse ano, quando os bloquistas levaram o tema para a actualidade, a Eurosondagem fez um estudo para o “Expresso” e para a “SIC”, que mostrava um «sim» ainda maior: 67,4% contra 22,1%. 10,5% preferiram a opção «não sabe/não responde»

Antes do tema chegar a plenário, o semanário e a estação voltaram a fazer uma consulta popular, com resultados já próximos dos divulgados pelo ICS: 46,1% a favor e 27,4% contra. A maioria (44,1%) respondia afirmativamente à realização de referendo e pouco menos de um terço (32,7%) defendia que não.

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Mais tarde, a Aximage faria uma sondagem para o grupo “Cofina”, que detém o “Correio da Manhã”, “CMTV” e, entre outros, o “Jornal de Negócios”, com dados um pouco diferentes: 53,1% a favor da legalização, 21,1% contra – e mais 12,5% sem opinião.

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