Wall Street fecha em baixa com vendas das tecnológicas e bons números do emprego

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em forte baixa, no seguimento de uma onda de vendas de ações tecnológicas, depois das valorizações das últimas semanas em contexto de afirmação da inteligência artificial (IA).

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em forte baixa, no seguimento de uma onda de vendas de ações tecnológicas, depois das valorizações das últimas semanas em contexto de afirmação da inteligência artificial (IA).


Os resultados da sessão indicam que o índice tecnológico Nasdaq caiu 4,18%, na que foi a sua pior sessão desde abril de 2025. O alargado S&P500 perdeu 2,65%, colocando fim a uma série de nove semanas consecutivas de alta, e o seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 1,35%.


A vaga de vendas foi “particularmente intensa em termos de amplitude, nomeadamente no que respeita aos semicondutores”, comentou Patrick O’Hare, da Briefing.com, em declarações à AFP.


A Nvidia, primeira capitalização bolsista mundial, recuou 6,20%, com aquela a ficar abaixo do limiar simbólicos dos cinco biliões (milhão de milhões) de dólares pela primeira vez em um mês.


Por sua vez, a Intel caiu 11,28%, a AMD 10,86%, a Micron 13,25% e a Qualcomm 10,98%.

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Para Patrick O’Hare, a valorização dos índices bolsistas desde março “talvez tenha atingido os seus limites, por enquanto”.


“Quando se observa apenas a dimensão dos ganhos, foi extraordinário (…). Não penso que alguém esteja surpreendido” por este recuo, acrescentou.  


Em pouco mais de dois meses, o Nasdaq valorizou 30%.

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A dinâmica baixista acentuou-se hoje com o avanço da sessão, devido ao desencadeamento automático de ordens de venda, a partir de determinados patamares, apontou O’Hare.


Esta explicação afasta a das inquietações pronunciadas sobre o envolvimento em torno da IA, disse.  


E justamente os investidores mostraram-se crispados com os números melhores do que esperado em relação ao emprego nos EUA.


Desta forma, a Reserva Federal pode concentrar-se no combate à inflação, o que pode levar ao aumento da taxa de juro de referência, decisão que costuma ser mal recebida no mercado de capitais, porque tempera o crescimento dos lucros das empresas.


 

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RN // RBF


Lusa/im

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