Volkswagen prolonga uso de carvão devido à “ameaça” energética russa

O CEO da Volkswagen, Herbert Diess, admitiu que a construtora alemã está a manter as suas opções em aberto no que respeita a alimentar a sua fábrica em Wolfsburg, na Alemanha, sublinhando que o carvão é ainda necessário devido às tensões geopolíticas advindas do conflito em solo ucraciano.

André Manuel Mendes

O CEO da Volkswagen, Herbert Diess, admitiu que a construtora alemã está a manter as suas opções em aberto no que respeita a alimentar a sua fábrica em Wolfsburg, na Alemanha, sublinhando que o carvão é ainda necessário devido às tensões geopolíticas advindas do conflito em solo ucraciano.

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“Nós podemos prolongar a utilização das nossas fábricas a carvão – espero que não seja por muito tempo”, disse Diess em declarações à ‘CNBC’, quando questionado sobre as repercussões da interrupção de fornecimento de gás por parte da Rússia.

Apesar disso, o CEO da Wolkswagen admitiu os esforços da construtora em reconverter as suas centrais a carvão em gás e vapor numa tentativa de reduzir as emissões de dióxido de carbono, projeto que está em marcha lenta devido ao conflito.

“Está tudo preparado, mas agora estamos um pouco hesitantes, e vamos ver como a situação se vai desenvolver”, disse Diess à mesma fonte.

No dia de ontem a Ciomissão Europeia apresentou um novo pacote de sanções à Rússia, que incluem uma eliminação em seis meses das importações de petróleo russo. “Garantiremos a eliminação gradual do petróleo russo de forma ordenada, de uma maneira que nos permita a nós e aos nossos parceiros garantir rotas alternativas de abastecimento e minimizar o impacto nos mercados globais”.

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O grupo Volkswagen duplicou no primeiro trimestre do ano o lucro líquido atribuído para 6.555 milhões de euros, “apesar de um ambiente global difícil”, anunciou a empresa. A Volkswagen revelou hoje que o resultado operacional ascende a 8.323 milhões de euros (+73%) e a rentabilidade disparou para 13,3%.

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