Covid-19: “Vizinho Amigo” está de volta para prestar ajuda ao SNS

O movimento solidário juvenil «Vizinho Amigo» mostra-se disponível para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em tudo o que seja necessário e que não envolva conhecimentos médicos, numa altura em que a crise de saúde pública coloca Portugal numa das situações mais difíceis de sempre.

Simone Silva

O movimento solidário juvenil «Vizinho Amigo» mostra-se disponível para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em tudo o que seja necessário e que não envolva conhecimentos médicos, numa altura em que a crise de saúde pública coloca Portugal numa das situações mais difíceis de sempre.

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Num comunicado enviado às redações, o líder do movimento, Martim Ferreira explica que o SNS «está num estado caótico e tem, nesta altura, recursos muito limitados. Todos os dias ouvimos falar de menos camas disponíveis e mais doentes em UCI. Os médicos estão muito debilitados psicologicamente e, isso é um sinal claro de que é preciso ajudar. A visibilidade que temos pode tornar-se um bom ponto de partida para criar uma rede de voluntariado para ajudar o SNS», considera.

Desta forma, o objetivo passa por aproveitar os recursos humanos jovens de que dispõem, mobilizando ajuda «para a realização de todo o tipo de tarefas para as quais não sejam necessários conhecimentos médicos», pode ler-se na nota em questão.

«Temos já uma base de dados com pessoas em praticamente todos os municípios do país, o que facilita esta missão. O próximo passo é perceber onde e em que tarefas alocar os voluntários”», refere dizendo que ainda não foi possível chegar à fala com o SNS.

«Precisamos que espalhem a palavra, precisamos de chegar até ao SNS. Se trabalhas no SNS ou se conheces alguém que trabalha, faz chegar a nossa mensagem. Queremos ajudar, mas ainda não sabemos como. Das tarefas mais urgentes às menos urgentes, queremos ajudar, contudo, sem colocar em causa o trabalho dos profissionais de saúde que tanto lutam por nós», apela o responsável.

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O intuito inicial deste movimento é «a proteção das pessoas dos grupos de risco», contudo «a grande oferta de voluntários permite-lhes ir mais longe». «O Movimento Vizinho Amigo é uma família de quase sete mil membros composta por pessoas resilientes, corajosas e trabalhadoras. Temos voluntários alocados para atender a todos os pedidos de ajuda, pois não esquecemos a razão por qual nascemos», adianta Martim Ferreira.

«Mas a grande oferta de voluntários e a sua fervorosa vontade de ajudar faz-nos crer que podemos ser uma mais valia para o SNS. Os voluntários de apoio aos grupos de risco não seriam os mesmos que iriam para a linha da frente. Não esquecemos que é a segurança dos grupos mais frágeis que mais importa nos tempos que correm, e naturalmente, não a queremos comprometer», conclui.

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