A agência de saúde da União Europeia frisou, esta segunda-feira, que o risco de que a varíola dos macacos se espalhe amplamente entre a população em geral era “muito baixo”, embora alto para certos grupos. “A maioria dos casos atuais apresentou sintomas leves da doença e, para a população em geral, a probabilidade de disseminação é muito baixa”, referiu Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), em comunicado.
Segundo o ECDC, o vírus pode causar doenças graves em certos grupos, como “crianças pequenas, mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas”. A agência também apontou o risco de “transmissão de humano para animal” e disse que, se o vírus se espalhar para animais, “existe o risco de a doença se tornar endémica na Europa”.
“No entanto, a probabilidade de propagação do vírus através de contacto próximo, por exemplo, durante atividades sexuais entre pessoas com múltiplos parceiros sexuais, é considerada alta”, acrescentou.
A 21 de maio último, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu relatos de 92 casos confirmados laboratorialmente de varíola e 28 casos suspeitos de 12 países onde a doença não é endémica, incluindo vários países europeus, Estados Unidos, Austrália e Canadá.
Na segunda-feira, a agência de doenças infeciosas da Dinamarca também informou que foi confirmado um primeiro caso no país escandinavo. “Estou preocupado com o aumento do número de casos relatados de varíola na UE e globalmente. Estamos a monitorizar de perto a situação”, referiu Stella Kyriakides, comissária europeia de Saúde e Segurança Alimentar. Kyriakides observou ainda que, embora a probabilidade de disseminação “na população em geral seja baixa”, era importante “permanecer vigilante”, garantindo o rastreamento de contactos e a capacidade de diagnóstico adequada.
Os sintomas incluem febre, dores musculares, gânglios linfáticos inchados, calafrios, exaustão e uma erupção cutânea semelhante à varicela nas mãos e no rosto. Não existe tratamento mas os sintomas geralmente desaparecem após duas a quatro semanas. A doença é considerada endémica em 11 nações africanas.













