A Universidade Portucalense (UPT), fundada em 1986, sendo uma instituição de referência no panorama do ensino superior nacional pretende ser, igualmente, uma referência a nível internacional e não apenas na área dos graus académicos mas igualmente na área da formação não conferente de grau e especificamente na formação executiva. Em verdade o objectivo que persegue com afinco é ser uma das melhores universidades. Neste sentido a estratégia será continuar a afirmar-se pela inovação, criatividade e antecipação. «A nossa preocupação é continuar a intensificar a oferta, procurando inovar em termos de formatos e modelos e dinamizando formações, nas várias áreas, desde o direito e a gestão, passando pelo marketing e pelo marketing digital, pela psicologia social e das organizações, pela interacção social e humana e também pelo turismo, património, cultura e hospitalidade. O trabalho de equipa e a liderança nomeadamente em contextos de crise e de ameaça, assim como, as componentes tecnológicas e digitais também estarão presentes», explica à Executive Digest Ferrão Filipe, vice-reitor da instituição.
Adicionalmente, a aposta na formação com uma forte componente interdisciplinar e interdepartamental também aporta valor e distingue a oferta da UPT. Cursos trabalhando competências transversais, a vários departamentos e disciplinas, são cada vez mais uma constante porque as exigências das empresas e organizações e das relações destas com os seus clientes vão precisamente nessa direcção. «O que diferencia a formação executiva da UPT é estar sempre junto das empresas. Esta estratégia molda e melhora os seus programas, o que é uma mais- -valia para os profissionais que os frequentam. A proximidade com o tecido empresarial tem permitido à universidade adequar a sua oferta às necessidades identificadas junto dos players relevantes. Existe uma preocupação constante em adequar a formação que a UPT oferece às necessidades e expectativas apontadas pelos líderes», acrescenta o mesmo responsável.
Assim sendo, o maior desafio que se coloca à universidade é conseguir manter essa postura, proximidade e resposta, atendendo às circunstâncias e às limitações que se colocam. «Estamos certos de que vamos ser capazes de ganhar esse, assim como, muitos outros desafios. Não temos dúvidas de que esta lamentável situação completamente ameaçadora irá colocar à evidência a necessidade dos profissionais e das organizações se reorganizarem e procurarem desenvolver competências que lhe permitam construir soluções para uma recuperação que se prevê lenta e plena de desafios e obstáculos», sublinha Ferrão Filipe.
A garantia desse sucesso está na resposta que a universidade foi capaz de construir, em tempo absolutamente recorde, de trabalho à distância, com o objectivo de manter e promover a continuidade dos relacionamentos e das oportunidades de diálogo e relação. De destacar, igualmente, a par da excelência de que se reveste a sua equipa de formadores, e dos vários colaboradores envolvidos, a qualidade das formações e formatações diferenciadas, assim como, a disponibilidade, flexibilidade e criatividade para, individual ou em conjunto com os parceiros oferecerem formação de alto nível e qualidade em programas customizados e/ou abertos, mais curtos ou mais longos, sempre no sentido de responder às necessidades sentidas pelas organizações e pelos profissionais.
Seguramente que em consequência desta nova realidade muito será discutido e reflectido sobre novos modelos de ensino poderíamos dizer que é uma grande oportunidade para questionarmos e ensaiarmos novas modalidades, sair do quadrado, é obrigatório. A presença física é fundamental, sem ela a interacção social fica imensamente prejudicada e sabemos que uma grande mais valia na formação executiva é, sem dúvida, o trabalho de equipa, os contactos e redes que se criam e desenvolvem. «Assim sendo dessa presença não abdicaremos e pelos contactos que têm tido lugar também sabemos que as empresas e os executivos também dela não abdicam. O que entendemos também é que essa presença pode assumir vários e diversos contornos e configurações e são essas que deveremos testar e promover. Garantida essa presença física, não significa que toda a formação tenha que ser, ou deva ser presencial. Uma importante componente pode e deve também na não presencial assumir diversas configurações», acrescenta o responsável.
Dadas as circunstâncias decorrentes da crise pandémica que vivenciamos que é global e transversal aos vários países afectando grandemente zonas geográficas com as quais temos grande proximidade de relação de trabalho e formação, a procura por parte de alunos estrangeiros tem sido muito diminuta, o que verdadeiramente não é surpresa. «O que é surpresa, isso sim, é a procura por parte destes alunos e organizações no sentido da frequência projectada no futuro a curto prazo, demonstrando uma expectativa de que a actual situação evolua favoravelmente no tempo e mesmo independentemente do tempo que isso signifique. Os contactos com a universidade têm sido numerosos assim como as consultas ao nosso site e meios de divulgação. Em consequência temos já projectadas várias acções sem data definida para a sua concretização», afirma Ferrão Filipe.
Desafios
O mundo vive um processo de grande mudança que foi, aliás, potenciado pela actual pandemia. Nesse sentido, as transformações rápidas que irão ocorrer na economia global terão implicações enormes no mercado de trabalho e, em especial, nas competências pessoais que virão a ser necessárias no futuro. Isto significa que aquilo que se aprende hoje numa qualquer licenciatura pode, dentro de 10 anos, estar em grande parte desactualizado. As grandes preocupações das empresas prendem-se, por isso, com a necessidade de acompanharem estes novos desafios, o que irá exigir da parte dos profissionais uma formação ao longo da vida pois, de outro modo, arriscam-se a ficar fora do mercado de trabalho. «Neste contexto, a UPT está muito atenta a esta evolução que nos leva a adaptarmos os nossos programas executivos em termos de conteúdos e metodologias às novas necessidades. Posso salientar que as fortíssimas ligações que temos ao meio empresarial são um factor distintivo que nos dão garantias dessa adaptação às novas realidades», explica Carlos Brito, vice-reitor da Universidade Portucalense.
O actual contexto veio também reforçar a necessidade de repensar o portefólio, as metodologias e a forma de adaptação às necessidades das empresas. «Em termos de portefólio, há três áreas que consideramos serem absolutamente críticas. A primeira prende-se com a internacionalização. Hoje, tirando alguns casos arcaicos, todas as economias estão inseridas em mercados globais. Em Portugal isto é particularmente evidente dada a forte abertura da nossa economia ao exterior. Em segundo lugar, a digitalização está cada vez mais presente na sociedade em geral e nas empresas em particular. Não se trata apenas de desenvolvermos programas vocacionados para os negócios virtuais, mas de incorporar a digitalização em tudo aquilo que fazemos, designadamente no domínio de processos blended de ensino-aprendizagem. O terceiro grande vector estratégico prende-se com as soft skills. Todos os estudos internacionais, a começar pelos do World Economic Forum, vão nesse sentido, pelo que estamos bem cientes de que não basta transmitirmos conhecimentos sobre novas ferramentas e modelos de gestão. É necessário também potenciarmos o “saber fazer” bem como o “saber estar”.







