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Um terço das casas demora mais de um ano a vender

O tempo de espera para venda de apartamentos e moradias em Portugal tem vindo a alargar-se, reflexo de asking prices elevados, por vezes, mesmo desajustados da realidade em que o imóvel se insere, revela a Imovendo, consultora imobiliária, na sua análise mensal relativa ao mês de setembro.

Segundo o documento, verifica-se que o tempo de divulgação dos imóveis regista, em média, uma espera superior a um ano, para uma percentagem significativa de apartamentos e moradias (22,5% e 37,5%, respetivamente).

Por outro lado, revela a imovendo, a entrada de produto novo no mercado é inferior a 15% para Apartamentos e de 8% para Moradias, o que revela um enorme constrangimento do lado da Oferta, nomeadamente de produto novo.

“Há uma enorme escassez de novos imóveis para venda, sendo que os anúncios existentes nos portais não refletem o verdadeiro dinamismo do lado da Oferta, na medida em que “apenas” revelam novas angariações de imóveis que, não raras vezes, já se encontravam à venda por outras empresas de Mediação Imobiliária. Por este motivo, a descompressão dos preços será necessariamente lenta e ocorrerá pelo lado da Procura que não consegue suportar as taxas de esforço inerentes aos asking prices que estão a ser pedidos no mercado”, sublinha Manuel Braga, CEO da imovendo.

O estudo demonstra também a existência de mais mil empresas de mediação imobiliária do que no período homólogo (setembro de 2018), registando um número recorde nacional de 7.112 empresas em actividade (mais 14,3% do que há apenas 12 meses).

Este crescimento exponencial do número de empresas resulta de três grandes fatores: i) a gradual legalização de profissionais que atuavam enquanto gestores de imóveis; ii) o carácter apelativo que o imobiliário continua a suscitar e; iii) a fragmentação e atomização das empresas de mediação imobiliária tradicionais, em entidades cada vez mais pequenas e alavancadas na tecnologia.

Avaliado este indicador com o do número de transações realizadas em Portugal, é possível constatar que a média de imóveis residenciais vendidos por cada empresa cai de 11 para 9, nos primeiros seis meses do ano, quando comparado com igual período de 2018.

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