A União Europeia está a preparar-se para congelar os bens de Vladimir Putin e do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, ao abrigo do pacote de sanções que está a ser trabalhado esta sexta-feira, de acordo com diplomatas, citados pelas agências internacionais.
Os ministros dos negócios estrangeiros estão a planear aprovar o pacote de sanções esta tarde, assim como um conjunto de medidas contra os bancos e a indústria russos.
Até agora, a UE tinha descartado incluir os políticos russos de mais alto nível na lista de sanções, alegando que era necessário manter os canais diplomáticos abertos e as opções para o futuro. Mas “na reunião de ontem à noite já estava claro que havia consenso sobre a necessidade de incluí-los na lista”, explicam as fontes mencionadas.
As pessoas que foram incluídas na lista europeia de sanções irão ver os seus ativos na UE, tanto bancários como imobiliários, congelados e, em geral, o seu acesso ao território comunitário é proibido, embora, de acordo com outras fontes familiarizadas com as discussões, esta segunda medida não se aplique nem a Putin nem a Lavrov.
Até agora, o cargo mais alto do governo russo incluído nesta lista era o do ministro da Defesa, além da liderança militar e 351 membros da Duma. Na expectativa de que algo assim pudesse acontecer no início do mês, o iate “Swish”, de propriedade do presidente Putin, deixou Hamburgo antes de terminar as reparações, informaram os media alemães na época. A nova lista também irá incluir os nomes de vários oligarcas que não foram incluídos na primeira leva de sanções.
A decisão foi aprovada esta manhã pelos embaixadores dos Vinte e Sete, reunidos em Bruxelas, e será adotada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus, que esta tarde realizam uma reunião extraordinária em Bruxelas para formalizar a aprovação do novo pacote de sanções contra Moscovo pelo seu ataque à Ucrânia.
Embora não tenha havido acordo para expulsar a Rússia da plataforma internacional de pagamentos Swift, a UE sustenta que o segundo arsenal de medidas punitivas terá efeitos dolorosos na economia russa. As medidas afetam 70% do setor bancário do país e incluem embargos tecnológicos que irão afetar o desenvolvimento de indústrias-chave, incluindo o petróleo, e visam sufocar a economia russa a médio prazo e tornar o custo da guerra insustentável para o Kremlin.













