Durante o primeiro Fórum Mundial sobre os Refugiados, realizado em Genebra, a Comissão Europeia anunciou a concessão de ajuda financeira aos Estados-Membros que, coletivamente, se comprometeram a criar mais de 30 000 lugares de reinstalação em 2020.
O vice-presidente responsável pela Promoção do Modo de Vida Europeu, Margaritis Schinas, declarou: «A reinstalação é uma história de sucesso europeia e deve continuar a sê-lo. Os Estados-Membros da União Europeia assumiram o maior compromisso coletivo de sempre em matéria de lugares de reinstalação. Esta iniciativa faz da UE o principal ator dos esforços de reinstalação a nível mundial, muito embora se espere que outros sigam o seu exemplo e aumentem os seus compromissos, de modo a fazer face às necessidades crescentes. É graças à cooperação e ao trabalho coletivo que podemos criar sistemas duradouros, eficazes e seguros que ofereçam proteção às pessoas mais vulneráveis do mundo».
A comissária responsável pelos Assuntos Internos, Ylva Johansson, afirmou por sua vez: «A reinstalação é um instrumento essencial para garantir que as pessoas que necessitam de proteção não tenham de arriscar a vida e possam chegar à UE seguindo vias seguras e legais. Trata-se de uma componente essencial da abordagem global em matéria de migração que temos de continuar a desenvolver, nomeadamente através de parcerias sólidas com os países terceiros. Os compromissos ambiciosos dos Estados-Membros deverão prosseguir, e a UE conceder-lhes-á o apoio necessário. Não podemos permitir quaisquer lacunas a este respeito. A Comissão tenciona apresentar uma recomendação tendo em vista congregar os esforços dos Estados-Membros e tornar a voz da UE ainda mais forte na cena mundial.»
Em conformidade com as previsões do ACNUR relativas às necessidades mundiais em matéria de reinstalação para 2020, o programa de reinstalação da UE dará prioridade às reinstalações a partir da Turquia, do Líbano, da Jordânia e dos países situados ao longo da rota do Mediterrâneo Central. As reinstalações no quadro dos mecanismos de trânsito de emergência no Níger e no Ruanda continuarão também a ser prioritárias.
A UE promove os programas de reinstalação dos Estados-Membros através do apoio operacional prestado pelo Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo (EASO).
Desde 2015, mais de 65 000 refugiados vulneráveis encontraram proteção na Europa graças aos programas de reinstalação da UE.














