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Transforme “veneno” em “antídoto”

Por Higor Gonçalves, jornalista, pós-graduado em Comunicação Mercadológica e Marketing do Consumo, especialista em Assessoria de Comunicação, com MBA em Gestão Estratégica de Marketing

Crises sempre fizeram parte da História. Umas mais intensas, outras mais brandas; algumas circunscritas, outras generalizadas, o facto é que, de tempos em tempos, as coisas desandam: da economia à política, passando pela saúde, pelos negócios e por diversas outras áreas. Colapsos acontecem. Vão do macro ao micro; do colectivo ao individual. Observe, por exemplo, a sua vida: quantos obstáculos você já encarou? Quantas dificuldades enfrenta agora, neste momento, e quantas ainda vão surgir? Eis uma coisa democrática: problemas. Todos, sem excepção, os enfrentam. De pessoas a civilizações. A forma com a qual se lida com eles, no entanto, é que faz toda a diferença.

Existe um autor a que, volta e meia, eu recorro nas minhas aulas e conferências: o historiador britânico Arnold J. Toynbee, cuja magnum opus é “Um Estudo de História”. Na obra, ele examina em doze volumes, o nascimento, o crescimento e a queda de 26 grandes civilizações. Segundo Toynbee, que faleceu em 1975, todo o processo obedece a uma lógica comum, independentemente do tempo (época) ou do espaço (lugar). Para ele, as civilizações mais bem sucedidas foram as que conseguiram responder com eficiência aos desafios que lhes foram colocados. Ou seja: foram aquelas que deram novo significado aos problemas; que transformaram “veneno” em “antídoto”.

Resiliência. Esta é a palavra da moda no mundo dos negócios. Mas, você sabe o que, de facto, significa? Na física, é a propriedade que alguns corpos têm de acumular energia e retornar à forma original após extrema pressão. Na vida empreendedora, de modo parecido, é possível definir como a capacidade de lidar com as adversidades diárias, moldando-se a cada situação, sem comprometer o propósito inicial. Estou falando sobre adaptação. Sobre readequar planos de negócios (“to pivot”, se for mesmo o caso) depois de testar estratégias que não surtiram efeito. Falo também sobre desconfiar de certezas, identificar os pontos fortes, as competências que precisam ser desenvolvidas, e, principalmente, reinventar-se. O tempo inteiro.

Não é novidade alguma que manter uma empresa requer um esforço monumental, quase sobre-humano. Empreender, diante de todos os processos envolvidos na criação e, sobretudo, na manutenção de um negócio, é missão para os fortes. Daí, a importância de ser resiliente. «Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente; é o que melhor se adapta às mudanças.» A famosa frase, atribuída a Charles Darwin, “ressignificada” ao contexto do empreendedorismo soa quase como um conselho para nós. É praticamente um apelo à resiliência.

Mas, como, então, tornar-se menos susceptível? Mentalize o seu projecto de negócio, mesmo que não possa colocá-lo em prática imediatamente. Amplie os seus conhecimentos. Assuma riscos calculados. Controle a ansiedade. Mantenha a serenidade. Seja optimista. Tenha coragem. Use a criatividade. Permita-se errar. Permaneça em movimento. Tenha fé.

Acima de tudo: faça do limão, por mais azedo que ele seja, uma saborosa limonada.

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