Apesar de dois dos sindicatos terem levantado o pré-aviso de greve, no decorrer do entendimento entre o Governo e a TAP sobre o compromisso de ser pago o subsídio de férias aos trabalhadores da Groundforce, o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) manteve os planos e está já a avançar com uma greve ao trabalho extraordinário, desde esta quinta-feira, e que só termina a 31 de outubro.
Para os dias 17, 18 e 31 de julho, 1 e 2 de agosto está adicionalmente prevista uma greve geral.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (STTAMP) e o Sindicato dos Trabalhadores dos Aeroportos, Manutenção e Aviação (STAMA) tinham inicialmente integrado o movimento e o apelo, mas após a reunião com o Secretário de Estado das Infraestruturas, onde ficou acordado que a TAP, sendo acionista da Groundforce em 49,9%, assumiria o pagamento dos subsídios de férias, ambos as estruturas sindicais decidiram levantar o pré-aviso de greve.
O certo é que o maior acionista da empresa, Alfredo Casimiro, manifestou publicamente a intenção de rejeitar esse pagamento, abrindo inclusivamente uma “disrupção operacional”, como referiu a transportadora aérea em comunicado.
O STHA manteve a sua posição, mesmo sem estar acompanhada dos seus pares.
“O STTAMP está solidário com todos os trabalhadores da Groundforce, no entanto, não nos revemos nos fundamentos que sustentam o pré-aviso emitido pelo STHA”, afirmou fonte oficial do sindicato em causa à Executive Digest.
STHA acusa a TAP de nada fazer “para garantir os salários dos trabalhadores da SPdH”
A estrutura sindical, depois de ouvir os associados, e de ter 98% a favor, avançou com o aviso prévio de greve.
O STHA convocou, assim, uma paralisação ao trabalho extraordinário das 00:00 do dia 15 de julho até às 24:00 do dia 31 de outubro, e uma greve geral para os dias 17, 18 e 31 de julho, 1 e 2 de agosto.
Na mesma nota, a estrutura sindical detalhou que a paralisação abrange os trabalhadores da SPdH (Groundforce) de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo e que decorrerá das 00:00 do dia 17 às 24:00 do dia 18 de julho de 2021 e das 00:00 do dia 31 de julho às 24:00 do dia 02 de agosto de 2021.
“Para os trabalhadores cujo horário de trabalho se inicie antes das 00:00 do dia 17 e 31 de julho ou termine depois das 24:00 do dia 18 de julho e 02 de agosto, se a maior parte do seu período normal de trabalho for coincidente com o período de tempo coberto por este aviso prévio de greve, o mesmo produzirá efeitos a partir da hora de entrada ao serviço, ou prolongar-se-á até à hora de saída”, indicou o sindicato, na mesma nota.
Segundo o STHA, “durante a paralisação, os trabalhadores assegurarão ainda a prestação dos serviços mínimos indispensáveis à satisfação das necessidades sociais impreteríveis, na empresa, que se destinem à satisfação dessas necessidades”.
O sindicato justificou a convocação desta greve “considerando que, desde fevereiro de 2021, que a SPdH vive uma situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias”, acusando a TAP SGPS, SA, “na qualidade de acionista”, de nada fazer “para garantir os salários dos trabalhadores da SPdH, não transferindo qualquer valor desde janeiro de 2021”.
A Groundforce presta serviços de assistência em escala aos passageiros e bagagens nos aeroportos portugueses, e é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.














