O objetivo seria abreviar milhares de linhas de “código de software” dos sistemas operacionais – que terão de ligar sensores de radar, câmaras e sensores de ultrasons aos componentes de travagem e direção – dos futuros automóveis elétricos autónomos, indicou Christian Senger, do Conselho de Serviços e Softwares Digitais da Volkswagen, à Reuters.
“Há uma corrida para criar sistemas operativos próprios para automóveis. E estamos a ver que muitos participantes fora do setor automóvel estão a desenvolver competências nessa área”, afirmou Senger.
“O sistema operacional não é algo que iremos controlar por conta própria. Definiremos o seu núcleo e incluiremos rapidamente componentes de código aberto, para criar padrões. Isso irá criar oportunidades para parcerias”, frisou o responsável.
A postura da empresa alemã tem em conta a constatação do enorme atraso das fabricantes tradicionais em relação à novata Tesla. De acordo com a Reuters, Thomas Ulbrich, do Conselho da Volkswagen, admitiu, em março, que a “norte-americana Tesla tem dez anos de vantagem sobre os rivais no que diz respeito à fabricação de carros e softwares elétricos”.
Daqui para frente, acreditam os responsáveis da Volkswagen para a área de Serviços e Softwares Digitais, não haverá muito segredos nos sistemas operacionais digitais. Portanto, as abordagens serão mais abertas. “Isso é quase inimaginável para as fabricantes tradicionais. Mas é uma grande oportunidade de avanço”, disse Senger.
A Reuters relembra que, em janeiro, a Volkswagen apresentou a Car.Software que funciona como “unidade independente” para soluções de linhas de código – uma unidade que emprega cerca de 3 mil especialistas em software (em 2025, a empresa espera contar com mais de 10 mil).






