Os trabalhadores da Função Pública, que tem este ano, pela primeira vez, uma actualização generalizada das remunerações, de 0,3%, para a maioria, e de 10 euros entre os salários mais baixos, não sairão todos beneficiados. Entre assistentes técnicos nos primeiros anos de carreira e assistentes operacionais no segundo escalão, quem for solteiro só vai somar perdas – mais de 200 euros no final deste ano – ao deixar de estar isento de IRS, escreve o “Dinheiro Vivo” (DV).
De acordo com cálculos da consultora Deloitte, a que o “DV” teve acesso, estes trabalhadores terão um desconto adicional de 29,11 euros. A subida de 10 euros no vencimento bruto, para os 693,13 euros, vai implicar a aplicação de uma taxa de retenção na fonte de 4,2%, à qual se somam os 11% de desconto para a Segurança Social ou Caixa Geral de Aposentações, com a retribuição líquida a ficar em 591,78 euros.
Até aqui, o salário líquido destes trabalhadores ficava em 607,99 euros, por força da não aplicação de taxa de IRS.
Contas feitas, este aumento resultará numa subtracção mensal de 16,21 euros no rendimento líquido face à situação antes da actualização de salário, segundo a Deloitte. Em termos anuais vai resultar numa perda de cerca de 227 euros. Ainda assim, o “DV” escreve que, eventualmente, poderão ser recuperados mais tarde por via de deduções à coleta e de um reembolso de parte do imposto.
No caso de casados com dois filhos, também deixa de haver isenção, mas o montante de imposto não vai ultrapassar os 6,24 euros mensais, explica o “DV”, acrescentando que, em termos líquidos, e após todos os descontos, os trabalhadores passam a ganhar 610,65 euros, mais 2,66 euros mensais que antes. No final do ano, o ganho será de 37,24 euros.














