O calor chega, os dias ficam mais longos… e há um ritual que se repete em milhares de casas portuguesas: abrir uma lata bem fresca e aproveitar o momento. Parece inofensivo. Mas há um detalhe escondido nesse gesto simples que está a preocupar especialistas.
Uma lata de 330 ml de Coca-Cola contém cerca de 35 gramas de açúcar. Traduzido de forma simples: quase 9 cubos de açúcar.
Agora, o detalhe que muda tudo.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que um adulto não ultrapasse cerca de 25 gramas de açúcar por dia — o equivalente a 6 cubos.
Ou seja, uma única bebida pode exceder o limite diário recomendado.
Não se trata de demonizar o consumo. Especialistas são claros: o problema não está numa bebida ocasional, mas sim no excesso.
O consumo frequente e elevado de açúcar está associado a vários riscos — desde aumento de peso até problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, fadiga ou cáries.
E o mais traiçoeiro? Muitas vezes, esse consumo acontece sem darmos conta, especialmente no verão, quando a procura por bebidas frescas dispara.
Há ainda outro ingrediente a ter em conta: a cafeína.
Numa lata de refrigerante deste tipo, existem cerca de 35 mg de cafeína — menos de meia chávena de café, mas suficiente para ter impacto, sobretudo em consumos repetidos.
A alternativa… ou a ilusão?
Perante estes números, muitos consumidores viram-se para versões “Zero” ou “Light”.
Estas eliminam o açúcar, mas mantêm o sabor — uma solução que especialistas consideram preferível quando o objetivo é reduzir a ingestão calórica.
Ainda assim, a recomendação mantém-se simples: equilíbrio.
Porque, no fim, o maior risco não está na bebida em si — está na frequência com que se torna um hábito.














