A análise de Teresa Brantuas, CEO, Allianz Portugal
As prioridades estratégicas identificadas para os restantes trimestres de 2026 reflectem uma mudança clara da agenda. A eficiência operacional e a redução de custos surgem como a principal prioridade, sinalizando que o foco das organizações está agora na protecção de margens e na sustentabilidade do desempenho num contexto mais exigente. A expansão de mercado e o crescimento económico mantêm‑se como eixos relevantes, mas de forma mais selectiva e pragmática, subordinados à capacidade de execução e ao retorno do capital investido. A ambição não desaparece, mas é calibrada por uma leitura mais realista do contexto macroeconómico e o geopolítico. A digitalização e a implementação de Inteligência Artificial assumem um papel estruturante enquanto alavancas de produtividade e eficiência, deixando o plano conceptual e passando a parte integrante da estratégia a curto prazo. O foco desloca‑se para a aplicação prática e para impactos mensuráveis no desempenho operacional. Em contraste, temas como sustentabilidade e retenção de talento surgem com menor peso directo na hierarquia imediata de prioridades, não por perda de relevância estratégica, mas porque são cada vez mais entendidos como dimensões transversais, integradas nas decisões de eficiência, crescimento e transformação tecnológica. O sucesso em 2026 dependerá menos de novas estratégias e mais da capacidade e rapidez na adaptação e resiliência das organizações.
Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro.



