Reuniões online intermináveis? Limitar videochamadas a 15 minutos reduz risco de “burnout digital”

A pandemia veio criar novas formas de trabalhar e a tecnologia criou novas formas de interação no contexto laboral. Com o Zoom, Teams e congéneres, os tempos passados em reuniões passaram a cobrir os nossos calendários, causando muitas vezes perdas de produtividade e stress.

Filipe Pimentel Rações

A pandemia veio criar novas formas de trabalhar e, apesar de o teletrabalho ou dos modelos híbridos e das restrições terem limitado ou cortado por completo o tempo de contacto presencial entre colegas de trabalho, a tecnologia criou novas formas de interação no contexto laboral. Quando demos por nós, estávamos em reuniões de Zoom, de Teams ou de Meet durante horas com várias pessoas, em que o resultado por veres era nulo e em que supostamente seriam para tratar de assuntos que se resolviam em 10 minutos numa conversa rápida.

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Em abril, a especialista em gestão de trabalho Asana conduziu um estudo que revelou que 40% dos trabalhadores estariam a passar mais tempo em videochamadas do que em 2021. Cerca de 50% dos trabalhadores estaria também cada vez mais a fazer outras tarefas durante as chamadas. Qual o resultado da aparentemente infindável lista de reuniões que cobrem os nossos calendários? “Quase metade da força de trabalho na Grã-Bretanha e na Austrália, e mais de um terço dos norte-americanos chegam ao final do dia de trabalho a sentir-se mental e fisicamente exaustos”, avança do ‘Wired’.

Esta é a chamada “fadiga digital”, resultante de uma prolongada exposição a ecrãs. E é uma tendência que tem vindo a aumentar.

Um estudo da ‘Indeed’, de abril de 2021, revelou que 52% dos trabalhadores no Estados Unidos sentiam-se exaustos, com 67% deles a afirmar que a pandemia veio intensificar esse sentimento de ‘burnout’.

A solução poderia passar por limitar as reuniões a 15 minutos. Com um limite de tempo bem definido e inultrapassável, as reuniões não teriam outra alternativa que não serem concisas, diretas e pragmáticas.

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Empresas como a alemã Monite ou a britânica Distributed implementaram um sistema de 15 minutos por reunião, de acordo com o mesmo órgão de comunicação. Outras empresas escolhem abdicar totalmente das reuniões online, e até de emails, preferindo, ao invés, utilizar plataformas de mensagem instantânea ou enviar pequenos vídeos que mantenham os colegas a par do trabalho que está a ser desenvolvido.

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