O Banco Santander terá colocado a sua infraestrutura ao serviço de um esquema de lavagem de fundos e evasão fiscal de clientes espanhóis do banco suíço HSBC, segundo avança o ‘El Confidencial’, esta quarta-feira, indicando que os peritos do Banco da Espanha emitiram um relatório a 24 de julho e ratificaram as referidas denúncias.
Recorde-se que, desde 2017, sete administradores do Banco Santander e três do BNP Paribas foram acusados do crime continuado de lavagem de dinheiro alegadamente cometido ao não detetar que o HSBC estava a ‘branquear’ fundos de origem ilícita através destas entidades bancárias.
Na referida ordem, o regulador espanhol explicou que, para a realização deste alegado crime de lavagem de dinheiro, o HSBC recorreu em Espanha – através do Santander Investments e do BNP na Espanha – às contas “omnibus” ou contas globais, nas quais o verdadeiro proprietário dos títulos é desconhecido. Estes foram utilizados nas contas de valores mobiliários que o HSBC Private Bank Suisse tinha nas referidas entidades, com uma justificação de que era necessário proceder a “uma melhoria para a eficiência dos mercados”.
Graças a esta operação fraudulenta, entre 2005 e 2008, 1.070 operações no valor de 73.957.603 euros de clientes do HSBC Private Bank Suisse foram canalizadas através do Banco Santander para efetuar pagamentos em Espanha a clientes de outros bancos e caixas económicas espanholas. No total, 12.155.936 euros provêm de contas do HSBC “titularidade dos denunciados por infrações fiscais nos referidos processos , aos quais se acrescentariam 1.393.363 euros procedentes de contas do HSBC onde também foram denunciados os representantes dessas pessoas”, segundo consta da decisão do regulador, citada pela publicação.




