Randstad Employer Brand Research 2017 Relatório global

O que é o randstad employer brand research? a mais representativa e inclusiva pesquisa de employer brand no mundo, recolhendo a opinião do público geral entre 18 e 65 anos de idade.

Como é que os principais sectores se comparam em termos de atractividade e onde podem ser feitas melhorias para aumentar e mudar percepções. Destaque para diferenças regionais em certos atributos.

O ranking de sectores difere por região, embora o Farmacêutico/Ciências da Vida e as TI estejam ambos nos quatro primeiros lugares em três das quatro regiões.
Os sectores que mais apelam diferem por região, embora Farmacêutica/Ciências da Vida e TI estejam nos quatro primeiros lugares em três de quatro regiões. Os sectores populares em 2017 são iguais aos dos anos anteriores, excepto a Tecnologia, que subiu em atractividade, e a Logística, que está em ascensão na América do Norte e APAC.

Os atributos mais atractivos dos empregadores não estão alinhados com os principais valores das maiores empresas.
Os atributos mais atractivos num empregador são previsíveis – salário e segurança – embora nem sempre sejam fáceis de oferecer.

A importância de um bom equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e um bom ambiente de trabalho não deve ser menosprezada para atrair os melhores e mais empenhados colaboradores. A cultura da empresa e as pistas fornecidas pela liderança terão um importante papel nisto:

O ambiente de trabalho é particularmente importante para os millenials – estudos da Accenture nos EUA em 2016 constataram que 64% dos recém-licenciados preferem trabalhar numa organização com um ambiente social interessante e positivo, mesmo que isso signifique aceitar um salário mais baixo.

Em comparação com o relatório Global do ano passado, vemos que o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal subiu de quarto para terceiro, indicando uma tendência que vimos em muitas regiões, com as pessoas cada vez mais ansiosas por “terem tudo” – serem pais activos, terem um bom emprego e serem saudáveis.

Ainda em linha com o relatório do ano passado, a segurança a longo prazo continua em segundo lugar, sublinhando a importância de fazer com que os colaboradores se sintam seguros no trabalho: À medida que as economias continuam a oscilar graças a eventos como o Brexit e novos acordos comerciais, será cada vez mais importante as empresas certificarem-se de que os possíveis novos colaboradores correm menos riscos ao passarem para um novo empregador.

Quando os principais valores das grandes empresas se combinam com atributos de atractividade, isto reforça algumas melhorias. Eis duas áreas: criar um bom equilíbrio profissional/pessoal e apoiar um bom ambiente de trabalho. E embora a maioria dos inquiridos sinta que as grandes empresas usam as mais recentes tecnologias disponíveis, no que toca à importância de ter as últimas tecnologias num futuro empregador, os inquiridos nem a colocam nos 10 primeiros lugares. Isto talvez aconteça porque os colaboradores esperam que os empregadores tenham as últimas tecnologias e por isso elas são uma necessidade, e não uma vantagem, para os colaboradores a nível pessoal.

Os atributos mais atractivos centram-se em fazer com que os colaboradores se sintam seguros, enquanto os menos atractivos envolvem riscos. No estudo deste ano, como no do ano passado, as pessoas colocam o salário e os benefícios, a segurança e um bom equilíbrio profissional/pessoal nos cinco atributos mais importantes de um possível empregador.

Este ano também perguntámos aos inquiridos quais os atributos menos importantes num futuro empregador. Os factores que envolvem riscos foram seleccionados mais vezes como pouco atractivos.

Curiosamente, o menos atractivo – oportunidades profissionais no estrangeiro – muitas vezes é apresentado como uma vantagem pelos empregadores. Mais de metade dos nossos inquiridos considerou-o pouco importante, o que provavelmente se deve ao facto de as oportunidades internacionais envolverem despesas financeiras e transtornos – algo que nem todos estão dispostos a tolerar.

Embora a diversidade e a inclusão estejam entre os atributos menos atractivos, é uma área importante que não deve ser menosprezada.

As empresas devem promover um enfoque na diversidade, já que as pode tornar mais competitivas dentro da sua categoria de negócios.

O QUE QUEREM OS COLABORADORES?
Neste ponto, procurou-se saber como é que as motivações dos colaboradores são percepcionadas em todo o mundo com destaque para as principais acções que as empresas devem levar a cabo para melhorarem a sua atractividade em diferentes regiões.

Os colaboradores procuram garantias no que toca a futuras oportunidades de trabalho.

Perante uma economia global turbulenta e a ameaça crescente da automatização, os colaboradores procuram segurança e garantias para combaterem a incerteza. Em 2016, um salário competitivo e a segurança a longo prazo estavam no topo da lista de factores de atractividade num empregador, mas o número de pessoas que enumeram esses factores como sendo importantes diminuiu significativamente desde 2014 (quase 10%). Estão talvez a tornar-se mais necessidades do que factores atractivos.

Para além disto, os colaboradores procuram um bom ambiente de trabalho onde podem progredir e prosperar nas suas carreiras embora, mais uma vez, os níveis de concordância tenham caído desde 2014.

Os colaboradores modernos afirmam ter vidas exigentes. O stress no local de trabalho pode aumentar com mais tecnologia e maiores expectativas de disponibilidade durante e depois das horas de expediente.

Os empregadores podem apoiar os seus colaboradores acontecer graças às tentativas da empresa de tornar o local de trabalho mais agradável. As regalias incluem comida gratuita, um escritório bem projectado e um ginásio grátis, e são apelativos para muitas pessoas como forma de poupar dinheiro e diminuir o stress.

Embora a classificação alta do salário e dos benefícios seja consistente em termos globais, as segundas e terceiras prioridades diferem consoante a região.
De uma forma global, o salário e os benefícios são o factor mais importante para os colaboradores – e, isto, é visível em todas as regiões analisadas. À medida que a turbulência económica persiste, a segurança em forma de um bom salário permanece uma prioridade para os colaboradores. Consistente com os nossos resultados do estudo do ano passado, um bom equilíbrio profissional/pessoal é muito importante na América do Norte e APAC e aumentou de importância em ambas as regiões, passando de quarto para segundo lugar este ano. Os mercados da Europa e América Latina dão prioridade a um bom ambiente de trabalho, o que também está em linha com os resultados do ano passado.

A segurança a longo prazo chega aos três primeiros lugares em todos os mercados com excepção da América Latina, onde a progressão na  carreira tem mais influência. Tal como acontece com o enfoque no salário, a segurança como principal prioridade está ligada ao medo de uma nova crise económica. Contudo, diminuiu de importância na América do Norte, passando de segundo para terceiro devido a uma possível consolidação da economia norte americana.

Alguns mercados apresentam tendências incríveis na potencial importância de factores de EVP.
Para reiterar, o salário e os benefícios são então o factor mais importante em todas as regiões.

Um bom equilíbrio profissional/ pessoal é importante em todas as regiões e tem uma classificação alta na APAC, Europa e América do Norte. Na Itália e Austrália está em primeiro lugar, enquanto nos EUA, Canadá, Espanha, Reino Unido, Nova Zelândia, Singapura, Hong Kong e Malásia colocam o “equilíbrio profissional/pessoal” em segundo e na Alemanha, Rússia e Brasil está em sexto.

Um bom equilíbrio profissional/pessoal tornou-se mais importante, não só porque este factor está a ganhar mais importância, mas também porque outros factores (como a segurança ou as oportunidades de carreira) se tornaram menos importantes nos últimos anos.

A perspectiva de progressão na carreira sobressai na América Latina; os brasileiros e os argentinos colocam-na no segundo lugar em importância, enquanto os EUA e o Japão a colocam no décimo lugar.

Embora a segurança seja um dos mais importantes factores de EVP, vemos um declínio a longo prazo (desde 2014) da sua importância nos EUA, Reino Unido, França, Espanha e Austrália. Isto pode dever-se ao facto de alguns mercados terem testemunhado algum alívio económico nos últimos anos.

A saúde financeira de um colaborador é de importância média na maioria dos mercados. A Rússia, contudo, sobressai, já que a saúde financeira aumentou de importância nos últimos anos e é agora o factor principal nesse país.

Os salários e benefícios são importantes em todas as faixas etárias globalmente.

Em todas as faixas etárias, os salários e benefícios atractivos são o factor mais importante num empregador ideal. Isto foi também o factor n.º 1 em 2016, o que prova ser o factor mais importante.

As perspectivas de progressão de carreira são mais importantes junto da faixa etária 18-44 anos do que 45-65, enquanto a segurança a longo prazo é mais importante na faixa etária mais velha, em segundo lugar no ranking.

Os colaboradores mais velhos têm uma maior probabilidade de estarem no pico das suas carreiras, por isso as oportunidades de progressão são mais limitadas, ou podem ter atingido um nível confortável pelo que preferem concentrar-se em outros aspectos da vida profissional, como seja a estabilidade.

Embora um bom ambiente de trabalho seja importante junto de todas as faixas etárias, é particularmente importante para os millenials, que o classificam como o segundo factor mais relevante, em comparação com a faixa etária 25-44 que o atira para quarto lugar e da faixa etária 45-65 que o coloca em terceiro.

Isto,z porque os millenials dão muita importância à cultura empresarial e procuram ambientes positivos em que podem colaborar e progredir. Para a faixa etária 25-44 anos, a segurança a longo prazo passou de segundo lugar em 2016 para terceiro lugar em 2017 e o equilíbrio profissional/pessoal passou de quarto para segundo. Isto é muito semelhante à faixa etária 18-24 anos, onde a segurança a longo prazo passou de terceiro para quarto lugar em 2017 e o equilíbrio profissional/pessoal passou de quinto para terceiro lugar. Isto demonstra como ambos os grupos são mais importância às suas vidas pessoais e esperam que os seus empregadores reconheçam o seu desejo de crescimento pessoal fora do local de trabalho.

Estudo publicado na Revista Executive Digest n.º 140 de Novembro de 2017

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