A ciência continua a revelar dados surpreendentes sobre o comportamento da Ómicron, a nova variante identificada na África do Sul. O último estudo a oferecer informações a esse respeito vem do Japão, segundo o ‘El Mundo’.
A nova pesquisa do Instituto Nacional de Doenças Infeciosas do país, publicada na revista médica BMJ, revela que o pico de transmissão da nova variante do SARS-CoV-2 acontece no sexto dia após o teste positivo, ou seja, o último do isolamento.
Os cientistas que assinam este trabalho garantem que a quantidade de RNA viral do coronavírus é maior entre o terceiro e o sexto dia após o diagnóstico ou o aparecimento dos sintomas.
Ou seja, um dia antes do fim da quarentena de sete dias imposta em Portugal e também em Espanha, dois países que reduziram este período para infetados, que anteriormente era de 10 dias.
Estudos anteriores sugeriram que o período máximo de transmissão em pacientes com outras variantes variava entre dois dias antes do início dos sintomas e três dias depois.
Já a investigação japonesa concluiu que com a Ómicron, por outro lado, o pico de eliminação do vírus seria atrasado dois ou três dias em comparação com outras estirpes.
Para chegar a essa conclusão, o RNA do SARS-CoV-2 foi quantificado em 83 amostras respiratórias de 21 casos, por reação em cadeia da polimerase transcriptase reversa quantitativa.
Dessa forma, os testes de isolamento do vírus revelaram que a quantidade de RNA viral foi maior três a seis dias após o diagnóstico ou o início dos sintomas, e depois diminuiu gradualmente.
Uma tendência semelhante também foi observada para casos positivos identificados em amostras respiratórias, sem vírus infecioso detetado, após 10 dias do diagnóstico ou início dos sintomas.




