PS quer alterar código de conduta dos deputados para incluir novas sanções

Alexandra Leitão defendeu que “o ambiente de violência verbal, de provocação e de intimidação que se vive na Assembleia da República tem de acabar e é tempo de dizer basta” àquele tipo de situações

Executive Digest com Lusa

O PS vai propor alterações ao código de conduta dos deputados para incluir novas sanções e pretende que o presidente da Assembleia da República peça desculpa à deputada Ana Sofia Antunes, em nome do parlamento.

Em conferência de imprensa, a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, insurgiu-se contra a conduta do Grupo Parlamentar do Chega, designadamente quanto ao incidente gerado na sessão plenária de quinta-feira, quando a deputada do partido de extrema-direita Diva Ribeiro acusou a socialista Ana Sofia Antunes, que é cega, de só conseguir “intervir em assuntos que, infelizmente, envolvem deficiência”.

Alexandra Leitão defendeu que “o ambiente de violência verbal, de provocação e de intimidação que se vive na Assembleia da República tem de acabar e é tempo de dizer basta” àquele tipo de situações, considerando que o código de conduta do deputado que está em vigor “é manifestamente insuficiente”.

“O PS vai estudar e propor alterações ao código de conduta no sentido de tornar mais efetivo o cumprimento deste e de outros deveres, incluindo a previsão de sanções como existem em parlamentos de vários países e no parlamento europeu”, antecipou.

Alexandra Leitão considerou ainda que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, deveria apresentar, em nome do parlamento, “um pedido de desculpas à deputada Ana Sofia Antunes” e no futuro tudo fazer “para evitar a agressão verbal a que deputadas e deputados estão hoje sujeitos neste ambiente de degradação do parlamento”.

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“Hoje mesmo, no inicio do plenário, teria sido uma excelente ocasião”, sustentou.

De acordo com os relatos da líder parlamentar no PS, após as declarações da deputada do Chega foram ouvidos apartes, com o microfone desligado, nos quais se pode ouvir expressões como “aberração, isto não é uma esquina, pareces morta, és uma drogada”, dirigidas à bancada socialista.

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