PS/Congresso: Costa Matos avisa que PS é candidato a governar e não a parceiro do Governo

O socialista Miguel Costa Matos pediu hoje que o PS defina em que áreas quer ser oposição e defendeu que é preciso “mais do que cartas”, defendendo que o partido é candidato a governar e não a parceiro do Governo.

Executive Digest com Lusa

O socialista Miguel Costa Matos pediu hoje que o PS defina em que áreas quer ser oposição e defendeu que é preciso “mais do que cartas”, defendendo que o partido é candidato a governar e não a parceiro do Governo.


Numa intervenção no 25.º Congresso Nacional do PS, em Viseu, o antigo líder da Juventude Socialista e primeiro subscritor de uma moção que defende que o partido tem que deixar o “nim” e não ser apenas parceiro do PSD defendeu que o PS precisa de um “postura forte” e de “escolher quais são as áreas na quais quer fazer entendimentos e quais são as áreas nas quais quer ser oposição em alternativa”.


“Não dá para ser em todos. Não dá também para ser em nenhum. Nós precisamos mais do que cartas. Nós precisamos de falar para o país, porque o PS é candidato a governar o país e não candidato a parceiro parlamentar deste Governo”, acrescentou, numa referência às várias missivas enviadas pelo secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, ao primeiro-ministro.


O socialista, para quem o PS teve uma “derrota exigente” nas últimas legislativas, argumentou que se o partido quer ser forte tem de “ter a coragem de refletir”, porque atualmente “não basta esperar pelo desgaste do adversário” ou “oferecer uma versão ligeiramente diferente do que já existe”.


O PS não pode, acrescentou, “viver do passado, porque há uma parte crescente do país que já não quer saber de defender o passado e está à procura do futuro”, sublinhando que há novos desafios como a inteligência artificial, que trarão mudança ao trabalho e à economia.

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Costa Matos pediu maior audição da sociedade e dos militantes e fez novas críticas: “Que partido é que consegue ouvir a sociedade se não ouvir os seus militantes, se não valorizar os seus autarcas? Não devia ser preciso a um militante chegar a deputado ou a dirigente nacional para a sua opinião contar para alguma coisa”.



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