A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral, alertou hoje que os atores políticos “vão ter de ser responsáveis” no processo orçamental, ressalvando que cautela não significa austeridade.
Questionada sobre os alertas do Governo evocando o período da Troika, em conferência de imprensa para apresentar as previsões da instituição, a responsável admitiu que os atores políticos “vão ter de ser responsáveis” e que é preciso “ter cautela”, mas salientou que hoje o país está “numa situação muito mais confortável do que estava em 2010 e 2011” e não se pode “comparar com esse período”.
“Nesta fase em que estamos a entrar no debate orçamental, aquilo que posso solicitar é que haja uma responsabilidade política”, disse.
A responsável apontou que o Estado tem de “apoiar as famílias que precisam e ajudar nas franjas mais vulneráveis da população”, mas salientou que as decisões públicas têm um “custo de oportunidade”, pelo que é preciso “ser-se responsável, não se pode, se calhar, dar resposta favorável a todas as situações que desejaríamos” e ser “criterioso e responsável com a utilização dos recursos públicos”.
Apesar deste alerta, numa altura em que a situação é “preocupante e incerta”, Nazaré da Costa Cabral ressalvou que “cautela não significa austeridade”.














