Portugal alinhado com a Europa pode sofrer queda de 30% nas vendas de vinho

Face ao impacto económico da atual pandemia da covid-19, na Europa as estimativas apontam para o consumo de vinho sofra uma queda na ordem dos 8%, face à média dos últimos cinco anos e Portugal não será exceção, alerta a recente análise “Agricultura: Outlook Primavera”, elaborada pelo Centro de Competências da Agricultura da Moneris.

As estimativas vão mais longe e apontam que também ao nível de exportações Portugal deverá sentir o impacto negativo causado pelas restrições dos países importadores.

Com a pandemia a evoluir, e análise a ser feita em tempo real, ainda se desconhecem os números precisos, mas os analistas estão certos de que existirá uma quebra no consumo, no preços médios praticados e consequentemente uma descida no volume de vendas e no lucro para os produtores.

Produtores estes que, alertam, serão obrigados a repensar no modelo estratégico dos canais de distribuição, com o Outlook a prever, até ao final do ano, que a quebra nas vendas possa rondar os 25% a 30%.

“Com restaurantes fechados, o setor do vinho reinventa-se e vira-se para o online: há lojas, provas, visitas e lançamentos virtuais”, sublinham na sua análise.

Em 2019, estima-se que a produção mundial de vinho tenha superado 260 milhões de hectolitros (Mhl), com ligeira quebra face a 2018. Os números mostram que mais de 50% das exportações mundiais de vinho são oriundas de Itália, França e Espanha. Os principais importadores em valor são os EUA, Reino Unido, Alemanha, China e Canadá.

Em Portugal, a produção anual tem excedido o 6 Mhl, mas diminuído ao longo dos últimos anos. Ainda assim, em termos de consumo, a taxa de crescimento tem vindo a evoluir, contrariamente à da produção. Somos o país do mundo que mais vinho consome per capita. Em 2019, as exportações atingiram 296 Mhl, correspondendo a mais de 820 milhões de euros, num aumento de 2,5% face ao período homólogo.

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