O Parlamento húngaro elegeu esta quinta-feira uma mulher, Katalin Novák, como Presidente da República pela primeira vez na sua história, de acordo com a agência ‘Efe’.
Segundo a agência de notícias espanhola, o seu mandato será de cinco anos, e contou com o apoio dos votos do partido ultranacionalista Fidesz.
Novák, ex-ministra da Família que tomará posse a 10 de maio, recebeu 137 votos em 188 (em 199 deputados), enquanto o candidato da oposição, o economista Péter Róna, recebeu 51.
No seu primeiro discurso como presidente eleita, Novák prometeu ser uma “boa chefe de Estado que defende a família como base da soberania”, ao mesmo tempo em que classificou a invasão russa da Ucrânia, país vizinho da Hungria, como “inaceitável”.
Estas são as oitavas eleições presidenciais da Hungria desde a queda da ditadura comunista em 1989 e, até agora, houve dois políticos que foram reeleitos, Árpád Göncz (eleito em 1990 e 1995) e o atual Presidente, János Áder (eleito em 2012 e 2017).
De acordo com as leis atuais, a eleição do chefe de Estado requer o apoio de dois terços dos deputados numa primeira votação ou de uma maioria absoluta numa segunda.
Eleito por um período de cinco anos, o Presidente é o mais alto cargo da República húngara, mas, ao mesmo tempo, é de natureza eminentemente representativa e cerimonial, com poderes limitados, embora possa bloquear temporariamente a aprovação de leis ou convocar referendos.
O Presidente é também responsável pela convocação das eleições, é o comandante das forças armadas e nomeia os reitores das universidades e o governador do Banco Nacional, entre os candidatos recomendados por aquelas instituições.




