A Polícia Federal do Brasil encontra-se a investigar um negócio onde uma refinaria italiana comprou ouro através de um intermediário que o comprava ilegalmente a uma exploração na floresta da Amazónia, tendo depois revendido a quatro das maiores tecnológicas do mundo.
De acordo com os documentos da polícia, as empresas em questão são a Amazon, a Apple a Microsoft e a Alphabet (controlada pela Google), que tem como fornecedora de algum ouro usado nos seus produtos a empresa privada italiana Chimet, explica a ‘Reuters’.
As tecnológicas utilizam o ouro em pequenas quantidade em placas de circuitos eletrónicos para consumo.
Desta forma, a Polícia Federal do Brasil acusou a Chimet de comprar 2,1 mil milhões de reais (cerca de 380 milhões de euros) em ouro do comerciante CHM do Brasil, entre 2015 e 2020, que supostamente adquiriu o metal precioso ilegalmente. A mesma fonte revela que a CHM alega que todo o seu ouro é adquirido legalmente e que tem toda a documentação que o comprova.
O porta-voz da Chimet, Giovanni Prelazzi, explicou à ‘Reuters’ que a empresa não tem um relacionamento direto com as quatro grandes empresas de tecnologia, mas vende ouro para bancos que podem revendê-lo para diversos usos.
Do lado das tecnológicas, a Apple reagiu dizendo que as suas políticas proíbem o uso de minerais extraídos ilegalmente.
Estima-se que o Brasil tenha produzido 84 toneladas de ouro ilegal nos primeiros dois anos de mandato de Jair Bolsonaro, um aumento de 23% em relação aos dois anos anteriores e equivalente a quase metade da produção total de ouro do Brasil, sublinha a agência de notícias.













