«Pode trazer turbulências económicas, sociais e políticas»: OMS compara o novo coronavírus a um ataque terrorista

Ao alertar sobre os perigos do novo coronavírus, O director da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o vírus «é mais grave do que qualquer ataque terrorista e é capaz de trazer turbulências económicas, sociais e políticas»,

«Mas a escolha é nossa e a escolha deve ser a unidade a nível nacional, a escolha deve ser a solidariedade global», afirmou, acrescentando que adiantando que convocou para esta quinta-feira o Comité de Emergência para avaliar a situação pandémica e atualizar as recomendações internacionais.

Tedros defendeu-se também esta quarta-feira das críticas de que o organismo não estará a desempenhar o papel devido na resposta à pandemia da Covid-19.

«Desde o início da pandemia que a OMS agiu de forma rápida e decisiva para alertar o mundo» no que à epidemia diz respeito, disse Tedros, depois de fornecer uma espécie de linha do tempo, dando conta de tudo o que o organismo sabia antes da Covid-19 ser declarada uma emergência global, a 30 de Janeiro.

«A 12 de janeiro, a China partilhou o ADN do novo coronavírus. Nesse mesmo dia, a China registou a primeira morte. A 13, regista-se a primeira morte fora da China (…) A 22 e 23 de Janeiro, convoquei o Comité de Emergência, composto por 15 especialistas independentes do mundo inteiro. Nesse momento, tínhamos 581 casos na China e apenas 10 fora da China. O Comité de Emergência estava dividido nas suas opiniões e não recomendou que fosse declarada a emergência sanitária internacional», explicou o director da OMS.

«Tocámos o alarme cedo e com frequência», disse o responsável na habitual conferência de imprensa diária, acrescentando: «A OMS está comprometida com a transparência e a prestação de informação», explicou o diretor-geral.

Tedros falou do trabalho desenvolvido pela OMS nos últimos meses, dizendo que foi foram formados 2,3 ​​milhões de profissionais de saúde, enviaram-se milhões de testes para os diferentes países do mundo e até houve espaço para «música e sorrisos» nas horas mais sombrias através de uma transmissão televisiva com a estrela da pop Lady Gaga.

«Há uma coisa que nunca faremos e que é desistir», disse Tedros.

Mike Ryan, o principal especialista em emergências da OMS, disse também esta quarta-feira que o organismo estava a preparar uma «grande expansão» no envio de testes para países de rendimento médio-baixo nas próximas semanas.

«A disponibilidade de testes ainda é uma questão crítica em muitas regiões do mundo», disse o responsável quando questionado sobre África, onde os casos de infecção têm aumentado exponencialmente.

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