OE2026: Aprovada proposta do PS para aumentar suplemento de antigos combatentes

A proposta do PS para aumentar o suplemento especial de pensão dos antigos combatentes foi hoje aprovada na especialidade do Orçamento do Estado, uma subida que será feita metade em 2026 e a outra metade em 2027.

Executive Digest com Lusa

A proposta do PS para aumentar o suplemento especial de pensão dos antigos combatentes foi hoje aprovada na especialidade do Orçamento do Estado, uma subida que será feita metade em 2026 e a outra metade em 2027.

Nas votações do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), esta proposta de alteração dos socialistas tinha sido inicialmente chumbada, mas entretanto o Chega pediu para corrigir o sentido de voto, o que resultou na aprovação da mesma.

Assim, com os votos contra da PSD e do CDS, a abstenção da IL e os votos a favor das restantes bancadas foi viabilizado este aumento do suplemento dos antigos combatentes.

Segundo o texto aprovado, os antigos combatentes com uma bonificação de tempo de serviço até 11 meses passam a receber 112,5 euros (atualmente recebem 75 euros), aqueles que têm uma bonificação de tempo de serviço entre 12 e 23 meses passarão a receber 150 euros (contra os 100 euros atuais), enquanto os que detêm uma bonificação de tempo de serviço igual ou superior a dois anos vão agora ter um suplemento de 225 euros (hoje recebem 150 euros).

Outro dos aumentos que esta proposta do PS permite é que o complemento especial de pensão seja de “10,5 % ao valor da respetiva pensão por cada ano de prestação de serviço militar ou duodécimo daquele complemento por cada mês de serviço”, uma percentagem que atualmente é de 3,5%.

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Segundo a disposição transitória aprovada, estes aumentos serão pagos 50% em 2026 e a restante metade em 2027.

Esta semana, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, tinha-se mostrado confiante na aprovação desta proposta para aumentar o suplemento aos antigos combatentes, considerando que é uma medida justa e responsável orçamentalmente.

“Apresentámos uma proposta que gostávamos de ver viabilizada pelos diferentes partidos de reforço de 50% de um suplemento anual que lhes é atribuído em três categorias diferentes”, disse no início da semana.

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Carneiro disse que esta proposta tem uma estimativa de custo “na ordem dos 20 milhões de euros” que terá “reflexos orçamentais em dois anos distintos”, metade em 2026 e a outra metade em 2027.

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