O CDS-PP defendeu hoje o ministro da Educação manifestando uma “enorme confiança” no governante que acabou aplaudido de pé pelos deputados sociais-democratas e centristas, numa altura de falhas no processo de qualificação digital dos exames nacionais.
Este momento decorreu durante o debate do estado da nação, na Assembleia da República, com uma intervenção do deputado João Almeida, do CDS-PP, que defendeu a atuação do ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Depois de salientar que o país e os portugueses “estão melhor”, seja por indicadores internos, como o equilíbrio das contas públicas, seja pelo “prestígio externo”, João Almeida disse que “seria ridículo” não reconhecer que existem problemas.
O deputado centrista disse estar solidário com os professores e com as famílias, mas manifestou uma “confiança enorme” no ministro da Educação, Fernando Alexandre, que estava presente no hemiciclo.
“Saber que à frente do Ministério está alguém que é sério e competente, que não foge à responsabilidade, que lidera o caminho para a solução”, enalteceu João Almeida, momento em que a bancada do PSD começou a levantar-se para aplaudir o ministro de pé.
João Almeida afirmou que neste executivo, composto por membros do PSD e do CDS, os ministros “não hesitam, não se escondem, e não fogem”.
Durante este período do debate do estado da nação, que tem uma duração aproximada de quatro horas, a oposição manteve as críticas à atuação do executivo, seja na educação ou noutras áreas.
Pelo Chega, a deputada Rita Matias considerou que o debate do estado da nação “revelou a falta de noção do primeiro-ministro e do Governo no que toca ao estado real do país para os jovens”, acusando o executivo de apenas desenhar políticas para os mais privilegiados.
Na resposta, a deputada do PSD Ana Gabriela Cabilhas considerou inaceitável que a oposição apenas critique “sem dizer ao país o que fariam diferente”, com Rita Matias a acusar o executivo de implementar “cópias rascas do programa do Chega”.
Pela IL, Jorge Miguel Teixeira insistiu na necessidade de uma reforma da Segurança Social e desafiou o Governo a comprometer-se ainda este ano com a criação de contas poupança e investimento para jovens isentas de impostos.
Paulo Muacho, do Livre, acusou o Governo de ser incompetente na área da Saúde, com “mais pessoas sem médico de família” ou em listas de espera. Mais tarde, o novo co-porta-voz do partido, Jorge Pinto, classificou o Governo como “insensível”.













